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Escolha do Rio deve gerar 2 milhões de empregos até 2027

Glauco Faria, jornalista que participou da elaboração da pré-candidatura de São Paulo às Olimpíadas de 2012 defende o controle social da organização dos jogos de 2016
por Paulo Donizetti de Souza publicado 02/10/2009 17h09, última modificação 02/10/2009 17h12
Glauco Faria, jornalista que participou da elaboração da pré-candidatura de São Paulo às Olimpíadas de 2012 defende o controle social da organização dos jogos de 2016

O jornalista Glauco Faria, editor da revista Fórum e integrante da equipe do blog Futepoca, participou do grupo que elaborou o dossiê da pré-candidatura de São Paulo às Olimpíadas de 2012, que acabou derrotado pelo Rio (só uma candidatura oficial por país é permitida).

Glauco postou uma análise das questões que fazem do assunto uma polêmica como, por exemplo, por que não se investem esses recursos para transformar as cidades mesmo sem os Jogos? Ou: o país tem outras prioridades nas quais deveria investir.

Glauco menciona estudos da Fundação Instituto de Administração (FIA), segundo os quais a escolha do Rio deve gerar mais de 2 milhões de empregos no Brasil até 2027. Os quase R$ 30 bilhões de recursos aplicados assegurariam 120 mil empregos por ano até a realização dos Jogos e mais 130 mil empregos anuais até 2027. E que no total, de cada US$ 1 investido deve gerar outros US$ 3,26.

Lembra também que Barcelona não seria a mesma sem o evento de 1992. "Seul (1988) também pode ter avanços como a despoluição do rio que corta a capital sul-coreana, e mesmo Atenas, que teve prejuízos com os Jogos principalmente em função das ameaças de terrorismo, apresenta atualmente uma infraestrutura de transporte totalmente nova e muito maior do que a que havia antes", observa.

E defende o controle social da organização dos Jogos, para evitar desde desvio de dinheiro e de finalidade assim como a exclusão e expulsão de pobres de áreas urbanas. "Está na hora de a sociedade brasileira mostrar que é madura para fiscalizar a ação de políticos e dirigentes esportivos, exigindo a contrapartida, já que um montante considerável de recursos públicos estará em jogo", finaliza.

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