Realidade social e peso histórico da ditadura são pano de fundo de produções contemporâneas
Panorama do cinema chileno é exibido no Cine Olido, em São Paulo
Diretor José Luis Torres Leiva conversa com público na quarta-feira (20) (Foto: O Céu, a Terra e Chuva/Divulgação)
São Paulo – O Cine Olido, no centro de São Paulo, realiza nesta semana o panorama “Cinema Chileno Hoje”. Com o objetivo de divulgar a produção contemporânea do país sul-americano, são exibidos a partir de amanhã filmes de 11 jovens cineastas, entre eles Pablo Larrain e José Luis Torres Leiva, que vem ao país para um bate-papo, na quarta-feira (20), após a sessão de O Céu, a Terra e a Chuva. Sua premiada obra apresenta o cotidiano decadente de quatro pessoas que lutam, juntas, contra a solidão e, assim como as demais produções apresentadas, procura despretensiosamente fazer um retrato do país.
Os chilenos têm marcado presença nos últimos anos em diversos festivais de cinema internacionais, com produções dos veteranos Andrés Wood, que dirigiu Machuca, de 2004, e Violeta foi para o Céu, em cartaz em São Paulo, e Patrício Guzmán, diretor de Nostalgia da Luz, do ano passado. Nesta semana, o Cine Olido, com apoio do Consulado Geral do Chile e da Embaixada da França, traz filmes chilenos dos últimos três anos, entre os quais Post Mortem, segundo de uma trilogia de Larrain sobre a ditadura militar no Chile, uma das mais sangrentas da América Latina.
O filme leva o espectador a uma busca de um legista do Exército do Chile pelo paradeiro de uma prostituta, desaparecida em 11 de setembro de 1973, dia do golpe sobre o presidente socialista Salvador Allende, que levou ao poder o general Augusto Pinochet. Outro deles é o documentário das diretoras Macarena Aguilo e Susana Foxley, O Edifício dos Chilenos, que revela uma comunidade de crianças deixadas pelos pais refugiados na Europa, integrantes do Movimento da Esquerda Revolucionária, apóes eles regressarem ao Chile, para voltar a combater o regime militar.
A história recente do país e as consequências do golpe de 1973 estão inevitavelmente presente nos filmes. Zoológico, de Rodrigo Marin, abre o panorama. A obra trata de três adolescentes totalmente imersos em uma cultura americanizada, rodeados por shoppings, internet e pornografia, em um dos bairros mais requintados de Santiago, capital do Chile. Até domingo, haverá três sessões diárias.
Confira a programação:
Cinema Chileno Hoje
19 a 24 de junho
Galeria Olido. Avenida São João, 473
Ingresso: R$ 1,00 (inteira)
Dia 19, terça-feira
15h – Zoológico (70’), Rodrigo Marin
17h – Post Mortem (98’), Pablo Larraín
19h30 – O Céu, a Terra e a Chuva ( 110’), José Luís Torres Leiva
Dia 20, quarta-feira
15h – O Céu, a Terra e a Chuva ( 110’), José Luís Torres Leiva
16h50 – Bate-papo com o diretor José Luís Torres Leiva
17h30 – Velódromo (110’), Alberto Fuguet
19h30 – Pôr do Sol (80’), Theo Court
Dia 21, quinta-feira
15h – Música Campesina (100’), Alberto Fuguet
17h – O Edifício dos Chilenos (96’), Macarena Aguilo e Susana Foxley
19h30 – Weekend (86’), Joaquin Mora
Dia 22, sexta-feira
15h – O Edifício dos Chilenos (96’), Macarena Aguilo e Susana Foxley
17h – Lucia (80’), Niles Atallah
19h30 – Velódromo (110’), Alberto Fuguet
Dia 23, sábado
15h - Lucia (80’), Niles Atallah
17h - Música Campesina (100’), Alberto Fuguet
19h – Post Mortem (98’), Pablo Larraín
Dia 24, domingo
15h - Weekend (86’), Joaquin Mora
17h - Zoológico (70’), Rodrigo Marin































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