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14ª edição

Virada Cultural de São Paulo recebe 3 milhões de pessoas

Volta dos palcos principais ao centro da capital – desfazendo decisão equivocada de João Doria – fez dobrar a presença de público nos dois dias de programação
por Redação RBA publicado 21/05/2018 10h39, última modificação 21/05/2018 12h29
Volta dos palcos principais ao centro da capital – desfazendo decisão equivocada de João Doria – fez dobrar a presença de público nos dois dias de programação
VIRADA CULTURAL 2018/SMC
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Elza Soares foi uma das atrações que trouxe maior público na Virada, cerca de 50 mil pessoas estiveram presentes

São Paulo – As atrações da 14ª edição da Virada Cultural de São Paulo reuniram cerca de 3 milhões de pessoas, segundo o balanço divulgado na noite deste domingo (20) pela prefeitura da capital. Do total, 2 milhões acompanharam as atrações do centro da cidade.

O público deste ano foi o dobro do ano passado, que contou com participação de 1,6 milhão de pessoas, segundo a própria prefeitura. Naquela edição, a gestão Doria retirou as atrações principais do centro, o que reduziu a participação do público. Por outro lado, ainda abaixo das edições pré-2016, que registravam em média 5 milhões de pessoas.

Elza Soares, Nação Zumbi, Caetano Veloso, Valeska Popozuda, Marcelo D2, Gretchen, Liniker e Os Caramellows atraíram os maiores públicos. Segundo policiais e bombeiros, o palco localizado na Avenida São João recebeu 50 mil pessoas. As atrações não musicais também fizeram sucesso, como o parque de diversões no Vale do Anhangabaú e os cinemas no vão livre do Masp e na rua 15 de Novembro.

Entretanto, outros palcos ficaram esvaziados. O cantor de soul brasileiro Tony Tornado se apresentou para menos de 100 pessoas na Alameda Barão de Limeira. Os shows de samba na Arena Corinthians, na zona leste, tiveram baixa presença. "Infelizmente não deu certo o palco no Itaquerão", afirmou André Sturm, secretário de Cultura, ao jornal Folha de S.Paulo.

Ainda segundo o levantamento da Folha, a segurança foi um ponto positivo no evento. Houve casos de vandalismo – um carro policial, dois prédios da Polícia Civil e a fonte da Praça Júlio de Mesquita foram pichados na madrugada de domingo –, mas a Polícia Militar não registrou mortes ou lesões corporais.