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Qualidade de vida

Moradores de Perus querem transformar antiga fábrica de cimento em espaço cultural

por Redação RBA publicado 03/06/2014 10h43, última modificação 03/06/2014 17h20
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Durante mutirão cultural, foram realizadas oficinas de artes plásticas para crianças

São Paulo Moradores de Perus, na zona norte de São Paulo, organizam o Movimento Reapropriação Fábrica de Cimento, que pretende transformar o terreno da Companhia de Cimento Portland Perus, abandonado há 30 anos, em um espaço de cultura e memória do trabalhador. A ideia é criar um museu da Ferrovia Perus-Pirapora, com exibição de peças antigas da fábrica e uma universidade livre e colaborativa. A reportagem foi ao ar na edição de ontem (2) do Seu Jornal, da TVT.

O terreno está tombado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp). Para Márcio Bezzera, integrante do movimento, a importância da fábrica é a história de luta dos trabalhadores que ela vivenciou. "Nós tivemos aqui uma greve de sete anos, e os trabalhadores receberam da justiça todo o dinheiro dos anos de greve, que se desenrolou durante a ditadura, entre 1962 e 1969. Então o enfrentamento foi muito grande."

Mário Bortoto, ex-trabalhador da fábrica e integrante do movimento, afirma que a história da luta deve ser preservada para garantir que as gerações futuras mantenham a memória do bairro. "Já temos cursos aqui em Perus dados pelo pessoal da arquitetura e da história da USP, então a ideia é também trazer um espaço de educação para região, que é muito carente", argumenta.

No última sábado (31), os moradores organizaram um mutirão cultural com 20 atrações. Foram realizadas oficinas de estamparia de camisetas com palavras de ordem do movimento pela reaproprição da fábrica, grafites e pinturas em um viaduto próximo ao terreno, oficinas de artes plásticas e de confecção de pipas para crianças.

Criada em 1926, a Companhia de Cimento Portland Perus foi a primeira indústria de cimentaria de grande porte do Brasil. Dentro do terreno, foram construídas vilas operárias, onde trabalhadores se organizaram durante os anos da ditadura.

Assista à reportagem da TVT:

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