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Arte ativa

Rappers rimam contra a reducão da maioridade penal

Canal no Youtube reúne raps com argumentos contrários a mudança no Código Penal
por Gisele Brito, da RBA publicado 08/05/2013 14h49, última modificação 08/05/2013 15h42
Canal no Youtube reúne raps com argumentos contrários a mudança no Código Penal
Foto:Divulgação
redução da maioridade penal

Em duas semanas, 18 rappers aderiram ao projeto

São Paulo – Em protesto aos clamores pela redução da maioridade penal, rappers e poetas de várias cidades estão fazendo raps com argumentos contrários a mudança no código penal. O projeto começou há duas semanas e 18 vídeos já foram publicados em um canal no Youtube. A ideia,é que mais pessoas elaborem rimas e participem.

Para o idealizador do projeto, o poeta Akins Kinte, o rap “é a música da revolução” e apresenta argumentos de maneira mais clara e direta. “É até uma covardia, pegam pessoas que nunca nem leram o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Elas estão de 'calças curtas' na rua. Mostram um vídeo de um assassinato, que é triste, daí é claro que ela vai dizer que é favor”, acredita, fazendo críticas ao meios de comunicação tradicionais, que na sua avaliação, são tendenciosos e apoiam a redução.

O clamor pela mudança começou em abril, depois que um universitário foi assassinato por um rapaz de 17 anos na zona leste de São Paulo. Em função do crime, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) enviou um projeto ao Congresso Nacional pedindo a redução da maioridade penal. O texto encaminhado mantém a idade atual, 18 anos, mas pede o aumento do tempo de reclusão máxima dos infratores de três para oito anos. Depois disso, audiências públicas para discutir a redução foram marcadas na Câmara e assembleias estaduais.

“O importante são as pessoas repensarem, ouvir os argumentos. Eu vejo pessoas próximas, no próprio meio do rap com dúvida, aí você argumenta, e elas repensam”, afirma Akins. Entre os rappers que participam do projeto estão Tubarão Dulixo e Lurdes da Luz. “A ideia é que muita gente participe. Eu estou vendo com o pessoal do Rio e de outros lugares e eu quero chegar nos caras do funk porque eles são uma referência também”, afirma Akins.

Os vídeos podem ser gravados com webcam ou celular, à capela. “A ideia é focar na mensagem mesmo”, explica. Interessados podem entrar em contato por meio da rede social da iniciativa ou enviar e-mail para contramaioridadepenal@gmail.com.

Assista aos vídeos no link abaixo.

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