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Festival Internacional Sesc de Circo discute dramaturgia circense

arte e graça
por Alessandra Alves, da RBA publicado 03/05/2013 16h46, última modificação 05/05/2013 18h39
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Primeiro Festival Internacional Sesc de Circo traz programação com espetáculos inéditos e atividades formativas (Foto: Alessandra F./Flickr)

São Paulo – Diversos grupos se apresentam no Circos - 1º Festival Internacional Sesc de Circo até o próximo dia 12 em São Paulo. O evento traz grupos que, desde ontem (2), encenam espetáculos inéditos, além de produtores e artistas que participam de workshops, intervenções e debates sobre a arte. "É importante entender que o circo tem uma dramaturgia diferente do teatro e da dança. Tem técnicas que comunicam algo na história e não ficam só na beleza plástica", diz a responsável pela área de circo na programação cultural do Sesc, Carolina Garcez.

O festival homenageia os 40 anos da morte de Abelardo Pinto, o palhaço Piolin, personagem emblemático da arte circense brasileira, cuja data de nascimento – 27 de março – foi escolhida para marcar o Dia do Circo no país. O evento também faz tributo aos 100 anos do circo itinerante, fundado em 1913 em Curitiba (PR), um dos maiores já existentes no Brasil.

"Hoje, a linguagem do circo se desenvolve muito devido à riqueza de possibilidades de produção", diz Carolina. Acrobacias, contorcionismos, palhaçarias e mágicas são alguns recursos empregados pelos grupos para tecer as histórias a serem encenadas. Entre eles, está o Cabaré Três Vinténs, grupo de rua paulistano que busca resgatar as tradições dos cabarés que se multiplicaram em 1930, trazendo uma música com sopros, cordas, pandeiro e elementos da cultura circense.

São 24 grupos, dos quais 18 nacionais e seis estrangeiros, sendo alguns inéditos no país, como é caso do Strut & Fret, da Austrália, e L'ArsenalLes Parfaits Inconnus, ambos do Canadá.

Outra atração é o debate entre realizadores, artistas e produtores circenses, que conta com a participação de Leila Jones, do Round House Circus Festival – um dos principais centros multiculturais de Londres na Inglaterra, e Raquel Rache, diretora do Centro Europeu de Pesquisas de Artes do Circo (Creac), na França.

"O circo é uma linguagem artística com atração popular muito grande, com pessoas de diferentes faixas etárias e classes sociais. Nos últimos anos, tivemos muitas produções voltadas não só para o público infantil", pontua Carolina.

Há atividades gratuitas e outras pagas nas unidades Sesc Belenzinho, Ipiranga, Bom Retiro, Itaquera, Pinheiros, Santana e Santo André. A programação completa está disponível no site.

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