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Professores da rede particular param novamente contra retirada de direitos

Docentes realizam nesta terça-feira mais uma paralisação contra ofensiva patronal inspirada na "reforma" trabalhista de Temer
por Redação RBA publicado 28/05/2018 18h21
Docentes realizam nesta terça-feira mais uma paralisação contra ofensiva patronal inspirada na "reforma" trabalhista de Temer
arquivo/ebc
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Categoria está em negociação com escolas, que querem retirar metade dos itens da convenção coletiva

São Paulo – Os professores da rede de ensino particular de São Paulo realizam nesta terça-feira (29) paralisações em mais de 74 escolas da cidade. A categoria defende a manutenção de sua convenção coletiva e direitos “conquistados ao longo de mais de 20 anos – e que as escolas, por meio de seu sindicato, querem acabar”, afirma em carta à população o Sindicato dos Professores (Sinpro-SP).

Segundo os docentes, a entidade patronal, o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado (Sieesp), exige a retirada de quase metade das cláusulas do acordo coletivo. Inspiradas pela "reforma" trabalhista, capitaneada pelo governo Michel Temer (MDB), as escolas querem impor uma agenda de retirada de direitos. De acordo com o Sinpro, os profissionais trabalhariam mais, receberiam menos e veriam aumentar a rotatividade de mão de obra.

Na última quarta-feira (23), os professores realizaram paralisação em pelo menos 32 escolas, com manifestação na Avenida Paulista, além de atos em estabelecimentos como Bandeirantes, Móbile e Albert Einstein. Desta vez, a categoria planejou uma agenda de aulas públicas, que serão realizadas em 10 pontos da capital, além de assembleia às 14h na sede do Sinpro, na Vila Clementino, zona sul, para decidir os próximos passos da mobilização da categoria, seguida de passeata até a Avenida Paulista, às 16h.

“Todos os dias, professoras e professores ensinam e aprendem com os seus alunos. Seu trabalho consiste em valorizar o conhecimento, aguçar a curiosidade e estimular valores humanos necessários à construção de uma sociedade mais justa. No próximo dia 29, a aula não será na escola. Os professores paralisarão suas atividades por um dia, em defesa de direitos fundamentais ao seu trabalho e que agora estão ameaçados”, afirma o Sinpro.

Confira os locais e horários das aulas públicas de amanhã:

8h: Parque Buenos Aires

9h: Parque da Água Branca / Praça Elis Regina / Praça Santa Adélia

10h: Largo da Batata / Largo Santa Cecília / Praça Brás Gonçalves / Parqui Trianon / Praça Dr. Wether Krause / Praça Paulo Eiró