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'Reforma' trabalhista

Professores da rede particular de São Paulo paralisam aulas contra perda de direitos

Sindicato da categoria denuncia que donos dos estabelecimentos de ensino se negam a negociar e querem acabar com quase metade das cláusulas da convenção coletiva
por Redação RBA publicado 23/05/2018 09h18, última modificação 23/05/2018 10h46
Sindicato da categoria denuncia que donos dos estabelecimentos de ensino se negam a negociar e querem acabar com quase metade das cláusulas da convenção coletiva
Sinpro
protesto professores

Protesto contra retirada de direitos da convenção coletiva dos professores da rede particular de São Paulo afeta dezenas de unidades na capital paulista, incluindo colégios considerados 'de elite'

São Paulo – Professores da rede particular de ensino de São Paulo fazem paralisação na manhã desta quarta-feira (23) pela manutenção dos direitos da categoria. Eles denunciam que o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Sieesp) – entidade que representa as escolas particulares – chegou a exigir a retirada de quase metade das cláusulas que constam da convenção coletiva. Os professores não aceitaram e os representantes do setor patronal se retiraram unilateralmente das negociações. Neste primeiro dia, ao menos 33 escolas devem ter suas aulas suspensas.

A paralisação, de acordo com o Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro), afeta dezenas de unidades na capital paulista, incluindo escolas tradicionais como Colégio Santa Cruz, Escola da Vila, Colégio Santa Clara, Escola Vera Cruz e Escola Nossa Senhora das Graças.

Segundo os professores, a convenção vinha sendo aprimorada, ao longo de 20 anos, a partir da negociação entre as partes. Mas, desta vez, inspirados pela reforma trabalhista do governo Temer, os patrões se recusaram a retomar as negociações, mesmo após audiência de conciliação na Justiça, realizada no último dia 17. Retirados os direitos, o Sinpro afirma que os professores receberão menos, terão de trabalhar mais e verão aumentar a rotatividade no emprego, com impacto direto na qualidade do ensino. 

O Sinpro informa ainda que alguns colégios de "elite" comprometeram-se individualmente a manter as cláusulas previstas em convenção, mas essas decisões são insuficiente e trazem riscos. "Não se pode achar que, se no colégio do seu filho tudo está bem, então tudo está bem. Se há piora geral da qualidade da educação, isso atinge a todos", diz o sindicato, em nota. 

Além de realizar aulas públicas (confira abaixo), os professores se reúnem na tarde desta quarta, primeiro na sede do sindicato às 14h. Depois, farão um ato público no vão livre do Masp, na avenida Paulista, para deliberar sobre os rumos do movimento.  

Ativididades programadas para esta quarta

7h30 - Aula pública na Praça Elis Regina

10h - Aula pública no Largo da Batata

10h30 - Aula pública no Largo Santa Cecília

14h - Assembleia no Sinpro para deliberar sobre possível greve por tempo indeterminado

16h - Ato estadual no vão livre do Masp

As mobilizações dos profissionais de ensino de escolas particulares de São Paulo podem ser acompanhadas aqui e aqui.

RBA
Teia, na Água Branca, avisa adesão e presença em aula pública

Escolas que anunciaram adesão à paralisação

- Alecrim

- Alef-Peretz
- Anglo 21
- Anima (Educação Infantil)
- Arraial das Cores
- Beatíssima Virgem Maria (F2 e EM)
- Colégio Viver
- Equipe
- Escola da Vila
- Escola Viva
- Estilo de Aprender
- Giordano Bruno
- Gracinha
- Grão de Chão
- Hugo Sarmento
- Invenções
- João Paulo I
- Liceu Pasteur
- Lumiar
- Madre Alix
- Ofélia Fonseca
- Oswald de Andrade
- Politeia
- Ponto de Partida
- Rainha da Paz
- Renascença
- Santa Clara
- Santa Cruz
- Santa Maria (Ensino Médio)
- São Domingos
- Teia de Aprendizagens
- Teia Multicultural
- Vera Cruz