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tortura espiritual

Padre denuncia que foi impedido de conversar com reitor da UFSC

Em missa no templo da universidade, o padre William Barbosa Viana disse que não foi o único que buscou oferecer apoio espiritual ao ao reitor Luiz Carlos Cancellier e teve o acesso negado
por Redação RBA publicado 10/10/2017 10h55
Em missa no templo da universidade, o padre William Barbosa Viana disse que não foi o único que buscou oferecer apoio espiritual ao ao reitor Luiz Carlos Cancellier e teve o acesso negado
reprodução
Padre Willian UFSC

Padre Willian lembrou que a assistência religiosa é garantida pela Constituição

São Paulo – O padre William Barbosa Viana, que também é doutor em Engenharia de Produção e chefe do departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) denunciou que a Polícia Federal (PF) impediu que ele oferecesse apoio espiritual ao reitor Luiz Carlos Cancellier, durante a sua prisão.

"Na verdade, e com muito sentimento, eu tentei por duas vezes me aproximar do professor para conversar com ele, e isso me foi negado. Por diversas razões, que são desarrazoadas", afirmou o religioso, durante missa celebrada no último domingo (8), no templo ecumênico da universidade catarinense. 

O reitor foi preso, depois solto e afastado, devido a uma investigação da Polícia Federal (PF) que apura supostos desvios de recursos. Ele foi encontrado morto em um shopping, em Florianópolis, na semana passada

Padre William lembrou que o artigo 5º da Constituição Federal garante a toda pessoa a assistência religiosa e disse que outro religioso, assim como ele, também tentou contato com o reitor, enquanto ele esteve preso, e o acesso também foi negado pela PF. 

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) afirmou que vai dar o nome do reitor Cancellier à lei que pune o abuso de autoridade, da qual é relator, e que já foi aprovada pelo Senado e agora tramita na Câmara dos DeputadosRequião espera que a morte do reitor Cancelier coloque um freio nas arbitrariedades e excessos de corporações que agem à margem da lei. 

O projeto tipifica os abuso cometidos por servidores públicos e membros dos três poderes da República, do Ministério Público, dos tribunais e conselhos de contas e das Forças Armadas.

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