Você está aqui: Página Inicial / Educação / 2017 / 05 / Professores vão participar das mobilizações em Brasília contra reformas de Temer

Na próxima semana

Professores vão participar das mobilizações em Brasília contra reformas de Temer

Confederação dos Nacional dos Trabalhadores em Educação afirma que reforma da Previdência é especialmente penosa para professoras e prevê participação de 20 mil educadores de todo o Brasil em protesto
por Redação RBA publicado 17/05/2017 13h37, última modificação 17/05/2017 15h49
Confederação dos Nacional dos Trabalhadores em Educação afirma que reforma da Previdência é especialmente penosa para professoras e prevê participação de 20 mil educadores de todo o Brasil em protesto
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
professores

CNTE prevê mais de 20 mil trabalhadores da educação de todo o Brasil em protesto contra reformas

São Paulo – A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) confirmou participação nas mobilizações de centrais sindicais e movimentos sociais que pretendem ocupar Brasília na próxima quarta-feira (24) contra as reformas do governo Temer. 

Segundo Fátima Silva, secretária-geral da CNTE, a estimativa é de que se desloquem para Brasília cerca de 20 mil professores, que devem se unir a outros milhares de trabalhadores da educação da própria capital federal. Ela também defendeu a realização de nova greve geral para barrar a retirada de direitos. 

"Vamos para as ruas, novamente, contra a reforma da Previdência, a reforma trabalhista e contra o projeto de terceirização. É uma tragédia que está colocada para o povo brasileiro, e não somente para os professores e funcionários de escolas, mas atinge a toda a classe trabalhadora", afirmou Fátima, em entrevista à Rádio Brasil Atual nesta quarta feira (17). 

Ela ressalta que a reforma da Previdência é especialmente prejudicial às mulheres da educação, pois, com a proposta do governo Temer, o tempo mínimo de contribuição foi elevado em 10 anos para elas. Para contornar o alegado déficit da Previdência – argumento usado pelo governo Temer para justificar a reforma –, Fátima defende a realização de auditoria nas contas da Previdência, além da cobrança dos grandes devedores. 

Segundo Fátima, estudos apontam que a "vida útil" do professor em sala de aula, principalmente na educação infantil, é de 15 anos. Após isso, o profissional começa a apresentar acelerado desgaste, que inclui a Síndrome de Burnout (esgotamento extremo), muito comum entre os professores. "Qual professor vai aguentar estar na sala de aula com até 45 alunos aos 62 anos?", questionou.

Além das reformas, a relação dos professores com o governo Temer vai de mal a pior, de acordo com a secretária-geral da CNTE. Ela criticou a "reformulação" do Fórum Nacional de Educação (FNE) determinada pelo ministério da Educação, que alijou do colegiado entidades também ligadas aos trabalhadores do setor e submeteu a indicação dos nomes para integrar o órgão à aprovação do governo. Por conta dessas alterações, ela anunciou que a CNTE não mais participará das reuniões do FNE. 

Fátima Silva criticou também alterações propostas na reforma do Ensino Médio que, segundo ela, pretendem privatizar o ensino técnico, e o não cumprimento por estados e municípios da lei que instituiu piso salarial nacional para os professores.

Ouça: