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Basta

Professores da USP lançam campanha pela saída do reitor

Repressão à protesto contra proposta de limite de gastos na universidade foi "fim da picada", segundo associação de professores
por Redação RBA publicado 13/03/2017 14h10, última modificação 13/03/2017 14h31
Repressão à protesto contra proposta de limite de gastos na universidade foi "fim da picada", segundo associação de professores
Daniel Garcia/Adusp
Manifestação Teto USP

Manifestação contra teto de gastos na USP foi duramente reprimida pela PM na última terça-feira (7)

São Paulo – Devido à falta de investimentos e à política elitista na Universidade de São Paulo (USP) e, agora, à tentativa promovida pela atual gestão da universidade de impor limite para os gastos com pessoal, a Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp) pede a saída do reitor Marco Antonio Zago. A situação se acirrou ainda mais depois que manifestações contra a implementação do teto de gastos foi duramente reprimida pela Polícia Militar (PM), na semana passada. 

Pelo plano da reitoria da USP, os gastos com a folha de pagamento devem ser limitados em 85% do orçamento. Segundo o presidente da Adusp, Cesar Augusto Minto, se os 9,57% do ICMS fossem repassando na íntegra para as universidades estaduais, seria suficiente para arcar com os gastos com pessoal. 

"A reitoria da USP vem num crescendo adotando políticas deletérias. Nesses três anos, a reitoria conseguiu, através de dois PDVs (planos de demissão voluntária), se livrar de 3,5 mil funcionários. Agora, às vésperas do carnaval, e sem passar pelos órgãos colegiados, ele propõe adotar um teto para o gasto com pagamento de pessoal", afirma Cesar Augusto, em entrevista à Rádio Brasil Atual.

As outras reclamações da Adusp são por conta da falta de políticas que democratizem o acesso à universidade. "Quer tornar a USP cada vez mais elitista, esse é o objetivo. Daí não adotar políticas de acesso e permanência estudantil, não adotar cotas."

Na próxima segunda-feira (20), a Adusp deve realizar manifestação contra as políticas da reitoria, que deve contar com a presença de parlamentares, intelectuais, movimentos sociais, centrais sindicais. 

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