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Dia nacional de mobilização

Contra reforma da Previdência, professores da rede estadual paulista entram em greve dia 28

Além da pauta nacional, docentes têm reivindicações específicas, que incluem reposição salarial, o fim das classes superlotadas e a reabertura das turmas fechadas pelo governo Alckmin (PSDB)
por Cida de Oliveira, da RBA publicado 15/03/2017 18h24, última modificação 15/03/2017 18h44
Além da pauta nacional, docentes têm reivindicações específicas, que incluem reposição salarial, o fim das classes superlotadas e a reabertura das turmas fechadas pelo governo Alckmin (PSDB)
Frente Brasil Popular
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Professores da rede estadual paulista, que em assembleia decidiram pela greve no final do mês

São Paulo – Em assembleia que lotou na tarde de hoje (15) a Praça da República, na região central de São Paulo, os professores da rede estadual paulista decidiram entrar em greve no próximo dia 28. A paralisação é contra a reforma da Previdência e trabalhista em andamento no Congresso e, ao mesmo tempo, resposta da categoria à intransigência do governador Geraldo Alckmin. Os docentes querem reposição salarial, que há três anos não recebem, a reabertura de classes fechadas em todo o estado e a revogação de portarias que extinguiram salas de leitura, entre outras medidas que pioram as condições de trabalho e a qualidade do ensino.

O calendário aprovado na assembleia realizada pelo Sindicato dos Professores da Rede Oficial no Estado de São Paulo (Apeoesp) foi discutido pela manhã pelo colégio de representantes, começa no próximos dias 18 e 19, sábado e domingo, quando dirigentes de todas as subsedes do estado deverão coordenar visitas de professores às casas de deputados federais com base eleitoral na região. O objetivo é pressioná-los a assinar carta de compromisso de que votarão contra as reformas. A pressão vai ter continuidade nos dias 20 e 27, em aeroportos, inclusive regionais.

No dia 21, professores da rede estadual devem se juntar a professores da rede municipal paulistana, na Praça da República, em ato para reforçar a mobilização. No dia 23, farão uma consulta popular para ouvir a população sobre os projetos em andamento e passarão a organizar comitês contra as reformas.

“O calendário inclui a volta do Grito pela Educação, que reúne professores, estudantes e movimentos sociais em defesa da educação pública. E os preparativos para a greve do dia 28 e as caravanas a Brasília começam a partir de 24”, disse a presidenta da Apeoesp, Maria Izabel de Azevedo Noronha, a Bebel. De acordo com ela, ao aprovar a agenda, os professores estão aprovando também a paralisação em momentos importantes da tramitação das reformas.

A assembleia foi encerrada às 16h, quando os professores tomaram a avenida Ipiranga rumo à Avenida Paulista, para se juntar aos milhares de trabalhadores de diversas categorias no grande ato contra as reformas.