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Educação

Pedagoga diz que reforma do ensino médio aprofunda a desigualdade

Educadora que fez parte da equipe da Paulo Freire critica medida do governo Temer e diz que reforma é cheia de mentiras
por Redação RBA publicado 17/02/2017 14h29, última modificação 17/02/2017 14h51
Educadora que fez parte da equipe da Paulo Freire critica medida do governo Temer e diz que reforma é cheia de mentiras
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Pedagoga critica a maneira rápida e sem debate que a reforma do ensino médio foi aprovada

São Paulo – "Espero que até 2018 pais e alunos estejam convencidos de que a reforma é contra a juventude brasileira e não a favor do desenvolvimento do jovens brasileiros." O alerta é da pedagoga e doutora em Educação Lisete Arelaro, para quem a reforma do ensino médio é "cheia de mentiras" e representa retrocesso educacional. O projeto foi sancionado ontem (16) pelo presidente Michel Temer.

Em entrevista à Rádio Brasil Atual, a educadora, que fez parte equipe de Paulo Freire quando foi secretário da Educação da capital paulista na gestão de Luiza Erundina (1989-1993), afirma que uma das mentiras do governo é sobre a ampliação da grade curricular. Segundo ela, essa ampliação é impossível de ser feita sem a contratação de professores, o que será inviável com o congelamento de gastos em educação por 20 anos. 

"Com a reforma, você vai ter na prática uma escola para rico e outra para pobre. O governo diz que os alunos poderão escolher a área que querem estudar. Mas não é verdade. O aluno só estudará o que a escola puder oferecer. Ou seja, a escola pode não ter a área que o estudante quer. As escolas oferecerão apenas a área para a qual ela tenha professor efetivo, porque não poderá mais fazer concurso, nem ampliar despesas", explica.

Lisete critica ainda a publicidade disfarçada feita pelo Ministério da Educação e cita a informação de que o governo teria pago R$ 65 mil a youtubers para falarem bem da reforma. "Eu me surpreendi com isso, porque é um jovem mentindo para a juventude."

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