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Professores estaduais de São Paulo indicam greve para o início de 2017

Manifesto divulgado pela Apeoesp conclama movimentos sociais e centrais sindicais a se unir contra as propostas do governo Temer, como a reforma do ensino médio e da Previdência e a PEC 55
por Redação RBA publicado 25/11/2016 18h20, última modificação 25/11/2016 18h32
Manifesto divulgado pela Apeoesp conclama movimentos sociais e centrais sindicais a se unir contra as propostas do governo Temer, como a reforma do ensino médio e da Previdência e a PEC 55
Divulgação Apeoesp
Congresso_Apeoesp

Professores de São Paulo reivindicam reajuste de 20,83%, referentes a perdas inflacionárias desde agosto de 2014

São Paulo – O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) divulgou hoje (25) manifesto em que anuncia a disposição de realizar greve no início de 2017, caso o governo do estado não atenda às reivindicações salariais, profissionais e educacionais da categoria. O documento foi divulgado durante o 25º congresso da categoria, que reuniu 2.200 delegados em Serra Negra, interior paulista.

Além de lançar um calendário de mobilizações, o manifesto propõe à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) a convocação de greve nacional do setor. O documento ainda sugere à CUT a articulação com outras centrais sindicais e movimentos sociais para a convocação de uma greve geral "para derrotar as políticas que vêm sendo implementadas, para que mais uma vez não sejam as trabalhadoras e os trabalhadores brasileiros os únicos a pagarem a conta de uma crise financeira pela qual não são responsáveis”.

No documento, a Apeoesp anuncia que resistirá às propostas da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que estipula o teto do orçamento federal por 20 anos, ao PLP 257 (que proíbe reajustes salariais, concursos e contratações no serviço público estadual), a reforma da Previdência, a Medida Provisória (MP) 746, sobre a reforma do ensino médio, entre outras propostas do governo Temer.

A categoria reivindica reposição salarial de 20,83%, referente a perdas inflacionárias desde agosto de 2014, efetivação da jornada da lei do piso; equiparação salarial dos professores com demais categorias com formação equivalente (Meta 17 do Plano Estadual de Educação) e melhores condições de trabalho.

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