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Em quatro anos, Fapesp reduz em R$ 17 milhões repasses a mestrandos

No doutorado também houve cortes: em 2015, a fundação reduziu R$ 15,9 milhões do total investido com bolsas nesse nível de especialização em comparação com o ano anterior
por Redação RBA publicado 22/05/2016 15h50, última modificação 29/05/2016 11h47
No doutorado também houve cortes: em 2015, a fundação reduziu R$ 15,9 milhões do total investido com bolsas nesse nível de especialização em comparação com o ano anterior
Rovena Rosa/ ABr
Universidade

No ano passado, o investimento com pesquisas de mestrado foi o menor desde 2011

São Paulo – A verba repassada pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB) para bolsistas de mestrado por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) reduziu R$ 16,9 milhões entre 2012 e 2015, passando de R$ R$ 51,2 milhões para R$ 34,3 milhões. No ano passado, o investimento com pesquisas de mestrado foi o menor desde 2011, quando repasse ficava em R$ 47,6 milhões.

No doutorado também houve cortes: após três anos consecutivos de aumento nos valores destinados para os bolsistas, em 2015 a Fapesp cortou R$ 15,9 milhões desse total em comparação com 2014, passando de R$ 161,9 milhões para R$ 146 milhões. Só entre 2014 e 2015 a queda no valor investido em bolsas de mestrado e doutorado foi de R$ R$ 25,8.

Os dados foram levantados pelo site Fiquem Sabendo, com informações obtidas pela Lei de Acesso à informação.

A Fapesp informou, por meio de nota, que no estado de São Paulo a queda se deve a menor arrecadação tributária, o que resultou em um menor repasse à agência. “Saliente-se que os gastos com bolsas no país e no exterior representaram em 2015 40% do investimento total da Fapesp, proporção semelhante à dos últimos três anos. E embora tenha havido queda no desembolso com as bolsas no país (que receberam R$ 373,1 milhões), o investimento com as bolsas no exterior, em 2015, cresceu 32,8% em relação a 2014, totalizando R$ 104,6 milhões.”

Em abril, Alckmin criticou o critério adotado pela Fapesp para financiar pesquisas. O governador declarou que os responsáveis pela agência “gastam dinheiro com pesquisas acadêmicas sem nenhuma utilidade prática para a sociedade. Apoiar a pesquisa para a elaboração da vacina contra a dengue, eles não apoiam. O Butantã sem dinheiro para nada. E a Fapesp quer apoiar projetos de sociologia ou projetos acadêmicos sem nenhuma relevância”.

Em outra nota, a Fapesp disse as bolsas para pesquisas “com vistas a aplicações” tem recebido mais da metade do orçamento nos últimos três anos (52%). “Pela natureza intrínseca da ciência, resultados práticos de diferentes pesquisas podem se verificar em diferentes prazos, de maior ou menor extensão. Algumas pesquisas não se realizam para chegar a resultados práticos, mas sim para tornar as pessoas e as sociedades mais sábias e, assim, entenderem melhor o mundo em que vivemos, o que é uma das missões da ciência”, diz o texto.

Com informações do Fique Sabendo


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