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Ato de estudantes em São Paulo é reprimido pela PM

Jovens secundaristas realizavam manifestação pacífica na região central da cidade para reivindicar a abertura de uma CPI para investigar desvios na merenda escolar no estado
por Redação RBA publicado 06/04/2016 18h35, última modificação 06/04/2016 19h05
Jovens secundaristas realizavam manifestação pacífica na região central da cidade para reivindicar a abertura de uma CPI para investigar desvios na merenda escolar no estado
reprodução/facebook/nãofechemminhaescola
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Tropa de Choque da Polícia Militar dispersou estudantes na Avenida Rio Branco

São Paulo – Uma manifestação de estudantes secundaristas realizada hoje (6), no centro da capital paulista, terminou com repressão por parte da Polícia Militar. Pelo menos uma estudante desmaiou, e dois foram atingidos por estilhaços.

O protesto, que começou na Praça da República, teve como objetivo cobrar o Legislativo estadual, bem como o governo de Geraldo Alckmin (PSDB), investigações sobre o escândalo da merenda escolar. Eles também reivindicaram livre organização dos grêmios estudantis e o fim de uma “reorganização escolar disfarçada”.

Os estudantes seguiam em passeata até chegar à Avenida Rio Branco, próximo ao Largo do Paissandu. Ali, a Tropa de Choque da PM já esperava os estudantes. Os policiais conseguiram dispersar os estudantes que, ao tentar rearticular a mobilização, foram novamente atacados. O grupo voltou a se reunir por volta das 18h nas imediações do Teatro Municipal, para decidir os próximos passos da mobilização.

De acordo com os estudantes, a principal reivindicação é a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa para averiguar desvios nas verbas da merenda escolar no estado, escândalo que vem sendo vinculado ao presidente da Casa, Fernando Capez (PSDB).

Outra demanda está relacionada com o fechamento de salas de aula, promovido pela gestão Alckmin, mesmo após a derrota do governo no fim do ano passado, ao tentar promover uma “reorganização escolar”, que iria fechar salas de aula e escolas inteiras no estado. Já a terceira reivindicação exige a não intervenção do governo – sugerida pelo atual secretário da Educação, Renato Nalini – no processo de organização dos grêmios estudantis.

Durante o ato, um estudante chegou a ser detido pela Polícia Militar, por usar uma máscara e “portar” uma mochila. Após revistado, foi liberado, pois nada foi encontrado em seus pertences.