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Gestão tucana

Em Goiás, polícia de Perillo mantém presos 25 manifestantes contra OS nas escolas

Professores e estudantes ocuparam ontem a Secretaria de Educação contra irregularidades na abertura dos envelopes. São acusados de dano ao patrimônio público e corrupção de menores
por Cida de Oliveira, da RBA publicado 16/02/2016 20:46, última modificação 16/02/2016 20:50
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Professores e estudantes ocuparam ontem a Secretaria de Educação contra irregularidades na abertura dos envelopes. São acusados de dano ao patrimônio público e corrupção de menores
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Professores e estudantes foram levados algemados ontem. Os advogados foram impedidos de entrar nas delegacias onde estão presos

São Paulo – Continuam presos, em Goiânia, 18 manifestantes contrários à política de transferência da gestão de escolas estaduais para organizações sociais (OS) implementadas pelo governador Marconi Perillo (PSDB). Ontem, eles ocuparam a Secretaria Estadual da Educação (Seduce) em protesto contra as irregularidades na abertura dos envelopes com as propostas das dez organizações que manifestaram interesse na gestão das 23 escolas que integram o primeiro lote. A prisão ocorreu no começo da noite. Os 13 adolescentes detidos já foram liberados.

Eles são acusados de danos ao patrimônio público e corrupção de menores. De acordo com a advogada Fernanda Ferreira, da organização Advogados do Povo (Abrapo), a soltura depende de uma audiência de custódia que deveria ter ocorrido até 24 horas após a prisão.

"Além desse atraso, os advogados não puderam entrar na delegacia para conversar com os manifestantes presos e nem participar da perícia na Seduc, o que é outra ilegalidade", disse.

Para a advogada, as prisões reforçam o caráter autoritário da condução do processo de privatização da gestão das escolas estaduais. Desde o começo de dezembro, os estudantes passaram a ocupar prédios escolares em resistência às OS na direção das escolas, bem como da militarização da escolas.

Conforme o edital, os envelopes deveriam ser abertos na sede da Seduce ontem pela manhã. Professores, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), do Sindicato dos Trabalhadores da Educação em Goiás (Sintego) e da CUT realizaram ato em frente à secretaria, unindo-se aos estudantes que ocupam o local desde 26 de janeiro, impedindo a entrada. Além disso, os envelopes foram abertos a portas fechadas e dirigentes do Sintego foram impedidos de entrar. No entanto, o processo foi adiado para o próximo dia 25 porque as organizações não apresentaram a documentação exigida pela comissão.

A maioria deles é de estudantes. Entre os professores presos está Rafael Saddi, da Faculdade de História da Universidade Federal de Goiás (FH/UFG). Hoje, o diretor da faculdade, professor Noé Freire Sandes e a vice-diretora, professora Dulce Oliveira Amarante dos Santos, divulgaram nota de apoio a Saddi e pelo estabelecimento de diálogo entre o governo de Perillo e os manifestantes.

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