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Na volta às aulas, Apeoesp denuncia que governo Alckmin fechou 1.112 salas

Sindicato dos professores acusa governo paulista de realizar ‘reorganização escolar silenciosa’ na rede. Ainda faltam dados de 46 regiões
por Redação RBA publicado 15/02/2016 18:36, última modificação 15/02/2016 19:11
Sindicato dos professores acusa governo paulista de realizar ‘reorganização escolar silenciosa’ na rede. Ainda faltam dados de 46 regiões
A2 Fotografia/Diogo Moreira
Escola estadual

Contra o fechamento, Apeoesp afirma que continuará pressionando o governo, em protestos e manifestações

São Paulo – Levantamento parcial do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) divulgado hoje (15) afirma que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) fechou 1.112 salas de aulas em 47 regiões de São Paulo no início do ano letivo, que começou nesta segunda-feira na rede estadual. Ainda faltam informações de 46 regiões.

O sindicato acusa o Executivo estadual de realizar uma reorganização escolar disfarçada, já que o projeto original do governo Alckmin – que pretendia fechar pelo menos 94 escolas e transferir 311 mil estudantes – foi suspenso pela Justiça duas vezes, a última em janeiro.

Como resposta ao projeto de reorganização, apresentado no ano passado, os alunos ocuparam escolas da rede estadual. No auge do movimento, em 2 de dezembro, os estudantes chegaram a ocupar 213 unidades escolares. Após 25 dias de intensa mobilização, o governador veio a público suspender o projeto e em seguida, o então secretário estadual da Educação, Herman Voorwald, pediu demissão.

“Estão sendo fechadas salas de aula e estava em curso um projeto de reorganização. Ora, esse movimento não é outra coisa senão uma reorganização silenciosa”, afirma a presidenta da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel. “Estão faltando regiões muito populosas do estado, como Campinas. O número real de classes fechadas deve ser muito maior.”

Em nota, a Secretaria da Educação afirmou que o remanejamento de salas é “uma ação administrativa que sempre aconteceu” e que a “readequação do número de salas de aula é rotina a cada início de ano letivo”. O órgão informou que, neste ano, a rede estadual deixou de receber 143,6 mil matrículas.

“Em 2014, nos primeiros 15 dias houve pedidos para 107 mil matrículas e 180 mil transferências. A rede estadual teve 287 mil estudantes se ‘movimentando’ no ano de 2014”, diz a nota. “Em 2015, só no primeiro dia de aula, foram 18 mil pedidos de matrículas e 36 mil pedidos de transferência. Com todas essas mudanças é natural que haja movimentação de salas.”

A Apeoesp reforçou que em 2015, em um levantamento parcial, o governo estadual fechou 3.390 classes e que este movimento tente a superlotar as salas de aula. Em 9 de janeiro, a Secretaria Estadual de Educação publicou uma resolução em que permite o aumento do número de alunos por sala, de 40 para 44 alunos no ensino médio. Nos primeiros anos do fundamental, passa de 30 para 33, e de 35 para 38 nos anos finais do ciclo. Para a Apeoesp, o limite deveria ser 25 alunos por sala em qualquer ciclo.

Para fazer frente ao fechamento de salas de aula, Bebel informou que o sindicato continuará mobilizando a população e pressionando o governo, em protestos e manifestações.