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Estudantes de Goiás denunciam invasão ilegal a escola ocupada e agressão por PMs

Sem mandato mandado judicial que autorizasse a ação de reintegração e com violência, policiais expulsam estudantes
por Redação da RBA publicado 26/01/2016 09:54, última modificação 26/01/2016 10:12
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Sem mandato mandado judicial que autorizasse a ação de reintegração e com violência, policiais expulsam estudantes
reprodução/Secundaristas em Luta
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Alunos fizeram exame de corpo de delito para confirmar agressões sofridas na invasão

São Paulo – Estudantes que ocupavam a escola Ismael Silva de Jesus, na região noroeste de Goiânia, denunciam que policiais militares invadiram a escola na manhã de ontem (25), sem mandado judicial, agrediram os adolescentes e dissolveram a ocupação, expulsando os alunos, que protestam contra o novo modelo de gestão proposto pelo governador Marconi Perillo (PSDB).

A secretaria de Segurança Pública de Goiás afirma que foram pais de alunos que entraram na escola para retirar os ocupantes e que a polícia foi chamada porque eles,os pais, teriam sido ameaçados. Essa também é a versão da secretaria de Educação. Os estudantes negam.

  • Contrários a novo modelo de gestão em Goiás, estudantes ocupam 27 escolas

Lucas Walker, de 16 anos, conta o momento da invasão: "Eles chegaram pisando na minha cabeça e dando 'bicudas' em mim. Perguntei se tinham a ordem de reintegração de posse, mas me puxaram pela camisa e foram me arrastando para fora da escola, junto com o pessoal".

Lucas relata ainda que uma colega de 14 anos foi golpeada com uma cadeira pelos policiais, todos fardados e armados. "Não eram pais de alunos. A secretaria está escondendo para não cair nas costas dela. Tinha um coordenador e os policiais. Olhei para ele e perguntei 'é sério que você está fazendo isso com a gente?', ele olhou para mim e não respondeu.

O caso foi denunciado ao Ministério Público Estadual (MPE).

Os alunos secundaristas ocupam 27 escolas, em todo o estado, em protesto contra o novo modelo de gestão proposto pelo governo Marconi Perillo (PSDB), que terceiriza a administração das escolas a entidades filantrópicas, as organizações sociais (OS).

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