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'Alckmin desrespeita professores, educação e leis', diz Apeoesp

Governo do estado não respeitou liminar do TJ e não cumpriu apresentação de índice de reajuste na data-base
por Redação RBA publicado 05/08/2015 16h31, última modificação 05/08/2015 16h45
Governo do estado não respeitou liminar do TJ e não cumpriu apresentação de índice de reajuste na data-base
Agência Brasil / EBC
greve professores sp

No dia 14 de agosto, Apeoesp deve definir novas ações contra arbitrariedades do governo do estado

São Paulo – "O governador foi desmascarado. Ele desrespeita os professores, a educação e as leis." Foi dessa forma que a presidenta da Apeoesp (sindicato dos professores da rede pública estadual paulista), Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel, reagiu a recentes ações do governo Alckmin, em entrevista para a Rádio Brasil Atual.

Em 30 de julho, o Tribunal de Justiça de São Paulo negou recurso do governo e exigiu o cumprimento de decisão judicial para efetivação do pagamento de dias parados para professores que aderiram à greve. "Estamos buscando ajuizá-lo criminalmente por não cumprir a liminar. Eu, cidadã comum, tenho que cumprir. Perante a lei somos iguais", afirmou Bebel.

A Secretaria da Educação também desrespeitou a data-base (1º de julho) para apresentação do índice de reajuste salarial da categoria. "Ele foi desmascarado na questão dos falsos 45% de reajuste, e também da fixação da data-base", disse Bebel, citando afirmações do governador desmentidas pela própria Secretaria da Educação.

Licença-prêmio

Segundo Bebel, circula entre os servidores da educação paulista uma minuta – em papel timbrado do gabinete do governador – que cita possível extinção da licença-prêmio, benefício adquirido pela categoria em 1968. "Recebemos este documento de professores de base. A licença-prêmio prevê que o professor, após cinco anos sem faltas, ganha direito a um mês de licença. Com isso, o governo retira mais um direito", disse a dirigente.

"Os professores acertaram em colocar a greve no horizonte. Arrancaram todas as máscaras de um governo altamente autoritário. Ele deve pagar um preço por isso", conclui a presidenta da Apeoesp.

Ouça a íntegra para a Rádio Brasil Atual: