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Greves de professores em SP, PR e Goiânia expõem crise na educação

Docentes pedem por reajuste salarial e melhores condições de trabalho, mas respectivos governos se negam a negociar
por Redação RBA publicado 29/04/2015 13h42, última modificação 29/04/2015 13h45
Docentes pedem por reajuste salarial e melhores condições de trabalho, mas respectivos governos se negam a negociar
reprodução/TVT
Greve

Reivindicações dos professores por reajuste salarial e melhores condições de trabalho são ignoradas

São Paulo – Professores das rede estaduais de São Paulo e do Paraná e da rede municipal de Goiânia, capital do estado de Goiás, estão em greve e enfrentam a falta de diálogo e a truculência das autoridades locais. Em São Paulo, a paralisação chega ao 48º dia, e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) continua negando a existência do movimento. De acordo com a Apeoesp, o sindicato da categoria, a greve tem 59% de adesão e, na segunda-feira (27) foi considerada legal pela Justiça.

"Abra negociação e pare de achar pretexto, porque a nossa greve é pelo fechamento e 3.390 salas de aulas, nossa greve é pelos baixos salários que São Paulo vergonhosamente consegue pagar, menos que o Acre, menos que o Piauí", apelou a presidenta da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha, em entrevista à repórter Michelle Gomes, do Seu Jornal, da TVT.

No Paraná, a Polícia Militar voltou a agredir professores estaduais, ontem (28), em frente à Assembleia Legislativa. Os professores, que retomaram a greve na segunda-feira, tinham liminar da Justiça garantindo o direito de entrar nas galerias durante a votação do projeto de lei da previdência, mas foram agredidos pela PM do governador Beto Richa (PSDB).

Desde segunda-feira, eles pressionam os deputados estaduais a não aprovar mudanças na previdência que trazem prejuízos aos servidores públicos estaduais. A confusão começou quando a PM obrigou os professores a retirar o caminhão de som e ampliou o isolamento em torno da sede do legislativo, fazendo uso de spray de pimenta e bombas de gás e jatos d'água contra os manifestantes, que bradavam "Professor não é bandido".

Em Goiânia, os professores municipais em greve também foram agredidos, durante uma assembleia da categoria, em frente ao Paço Municipal. A agressão começou quando os professores tentaram fazer uma caminhada nos corredores da prefeitura. A guarda civil reprimiu a manifestação com violência e gás de pimenta. Quinze pessoas ficaram feridas.

Os professores estão parados há 15 dias e reivindicam melhores condições de trabalho, reajuste salarial de acordo com o piso da categoria e o pagamento retroativo à data-base de 2014.

Confira a reportagem completa do Seu Jornal, da TVT: