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Investimento

Fapesp vai financiar 17 novos centros de pesquisa em São Paulo

Investimento de US$ 680 milhões é um dos maiores já feitos no país por agências de fomento
por Sarah Fernandes, da RBA publicado 15/05/2013 14h38
Investimento de US$ 680 milhões é um dos maiores já feitos no país por agências de fomento
Tânia Rêgo/ABr
Fapesp

Centros deverão oferecer atividades para estudantes do ensino fundamental e médio

São Paulo – A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) anunciou hoje (15) a instalação de 17 Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids), que serão financiados por 11 anos com US$ 680 milhões, um dos maiores investimentos em pesquisa já feitos no Brasil. Foram selecionados 535 cientistas paulistas e 69 estrangeiros para desenvolverem pesquisas que tratarão de temas que vão desde violência a células-tronco.

Do montante, US$ 370 milhões serão investidos direto pela Fapesp e US$ 310 milhões, pelas instituições que sediarão os projetos, como universidades e centros de pesquisa, para pagamento de salários. As equipes serão formadas por pesquisadores principais, visitantes, pós-doutores, estudantes de pós-graduação e técnicos.

O programa foi lançado em 2000 e financiou naquele momento 11 centros de pesquisa. Em 2011 foi lançado o novo edital, que recebeu 90 propostas, das quais foram escolhidas as 17 anunciadas hoje. O Centro de Estudos da Metrópole (CEM), que já havia sido financiado no primeiro edital e se transformou em uma referência de georreferenciamento de cidades, foi selecionado novamente para realizar pesquisas sobre políticas públicas na redução da pobreza e da desigualdade.

Os demais centros selecionados tratarão sobre alimentação; vidros e cerâmica; materiais funcionais; neurociência; doenças inflamatórias; biodiversidade e novas drogas; toxinas; neuromatemática; ciências matemáticas aplicadas à indústria; obesidade; terapia celular; genoma humano e células-tronco; engenharia computacional; processos oxidantes e antioxidantes; violência; óptica, biofotônica e física atômica e molecular.

Os novos centros terão a responsabilidade de desenvolver meios eficazes de transferência de tecnologia e de oferecer atividades de extensão para estudantes do ensino fundamental e médio e para o público em geral.