Você está aqui: Página Inicial / Educação / 2011 / 09 / Brasil tem maior aumento de investimento em educação em oito anos entre 30 países

Brasil tem maior aumento de investimento em educação em oito anos entre 30 países

Investimento por aluno cresce 121% no Brasil de 2000 a 2008, segundo estudo da OCDE. Levantamento incluiu países ricos e algumas nações em desenvolvimento
por Redação da RBA publicado 13/09/2011 14:22, última modificação 13/09/2011 14:28
Comments
Investimento por aluno cresce 121% no Brasil de 2000 a 2008, segundo estudo da OCDE. Levantamento incluiu países ricos e algumas nações em desenvolvimento

São Paulo - O Brasil registrou o maior aumento no investimento por aluno em educação da educação infantil ao ensino médio, segundo relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O estudo divulgado nesta terça-feira (13) analisa dados de 30 países e mostra que houve aumento de 121% no Brasil.

O estudo incluiu os países associados à OCDE, o que inclui nações desenvolvidas. Pela primeira vez, Brasil, China, Índia, Indonésia, Rússia e África do Sul foram incluídas. Clique aqui para ler a íntegra (em inglês). O estudo menciona 36 países, mas não há dados disponíveis de todos eles para cada um dos recortes analisados.

Em comparação ao Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas no país durante um ano, o Brasil também apresentou maior alta proporcional entre as nações estudadas no período. Instituições educacionais recebiam o equivalente a 3,5% do PIB em 2000. Oito anos depois, o valor alcançava 5,3%, elevação de 1,8 ponto percentual.

Nesse caso, uma proporção inferior a 5,9% do PIB é considerado o patamar inferior à média dos estados pertencentes à OCDE. Outro dado revelado é que, no caso do ensino superior, o aumento de 48% do investimento foi menor do que o crescimento da quantidade de alunos. Assim, a relação entre despesas e número de alunos teve redução de 6%.

Ainda assim, segundo a OCDE, os dados mostram que o Brasil tem colocado a educação como prioridade nas despesas públicas. No total, as despesas com educação passaram 10,5% para 17,4% do total do orçamento estatal. É a terceira maior proporção encontrada no estudo, atrás apenas do México e da Nova Zelândia.

Outro avanço diz respeito ao número de pessoas de 25 a 64 anos que não completaram o segundo ciclo da educação secundária (equivalente ao atual ensino médio). Em 2007, eram 63% os que se encontravam nessa condição. Três anos depois, a parcela caiu para 59%.

Emprego

Entre os jovens de 15 a 29 anos que não estão matriculados e já possuem graduação de ensino superior, há 6,2% de desemprego. O resultado indica que um nível educacional maior torna os jovens menos vulneráveis à ficar sem trabalho. O oposto também vale, segundo o relatório: "A falta do ensino médio é um sério impedimento para encontrar um trabalho".

No Brasil, quem tem diploma de nível superior ganha 156% a mais do que pessoas que alcançaram apenas o ensino médio. Em média, os países associados à OCDE apresentam remunerações 50% maiores.

Com informações da Agência Brasil

comentários do blog alimentados pelo Disqus