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Copom mantém taxa de juros e aponta impacto de ação dos caminhoneiros

Comitê afirma que haverá efeitos "significativos e temporários" de alta na inflação
por Redação RBA publicado 20/06/2018 18h28, última modificação 20/06/2018 19h45
Comitê afirma que haverá efeitos "significativos e temporários" de alta na inflação
Arte RBA

São Paulo – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa básica de juros em 6,50% ao ano, conforme decisão unânime anunciada no início da noite desta quarta-feira (20). "A paralisação no setor de transporte de cargas no mês de maio dificulta a leitura da evolução recente da atividade econômica", afirmou o Copom em comunicado.

Para o comitê, os próximos indicadores deverão refletir o impacto do movimento dos caminhoneiros. O BC avalia que "o cenário básico contempla continuidade do processo de recuperação da economia brasileira, em ritmo mais gradual", com o cenário externo "mais desafiador".

Ainda segundo o Copom, no curto prazo a inflação deverá ter impacto, para cima, da paralisação, com efeitos "significativos e temporários". 

Na reunião de maio, o comitê já havia interrompido um período de cortes na Selic, ao decidir pela manutenção em 6,50%. A decisão de hoje, ao contrário da anterior, já era esperada.

A Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) calcula em 290,43% os juros anuais com cartão de crédito e 290,85% com cheque especial.

Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a decisão foi acertada, "especialmente diante da fraca recuperação da economia brasileira, das incertezas em relação às eleições de outubro e das mudanças no cenário internacional". 

Já a Força Sindical afirma que o governo "presta um desserviço à classe trabalhadora" e à sociedade, atendendo "apenas aos interesses dos banqueiros e dos especuladores".