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Custo de vida

Com reajustes na energia, gasolina e tarifas, inflação sobe em maio

Apenas o combustível e a energia representaram mais da metade do IPCA de maio (0,40%), que soma 2,86% em 12 meses
por Redação RBA publicado 08/06/2018 10h34
Apenas o combustível e a energia representaram mais da metade do IPCA de maio (0,40%), que soma 2,86% em 12 meses
CC Wimedia
inflação

Pôr gasolina no tanque ficou ainda mais caro. Combustível e energia foram mais da metade da inflação mensal

São Paulo – Com novo aumento na energia elétrica e reajustes na gasolina e em tarifas em algumas regiões, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) variou 0,40% no mês passado, bem acima de abril (0,22%) e superior também a maio de 2017 (0,31%). No ano, o índice oficial de inflação soma 1,33%, menor acumulado para o período desde o Plano Real. Em 12 meses, subiu para 2,86%. Os resultados foram divulgados na manhã desta quinta-feira (7) pelo IBGE. Alguns impactos da mobilização dos caminhoneiros ainda deverão ser sentidos no mês que vem.

No grupo Transportes, que subiu 0,40%, a gasolina teve 3,34% de alta, com 0,15 ponto de impacto. Assim, apenas gasolina e energia foram responsáveis por mais da metade da inflação mensal. Com aumento de 6,16%, o óleo diesel representou 0,01 ponto. Já as passagens aéreas caíram 14,71% (-0,05 ponto).

Segundo o instituto, entre os grupos pesquisados a maior variação foi Habitação (0,83%), com impacto de 0,13 ponto percentual no resultado geral do mês. Apenas a energia elétrica, que subiu 3,53% (após, 0,99% em abril), representou 0,12 ponto. Ainda nesse grupo, o gás encanado aumentou 0,91%, com reajuste no Rio de Janeiro, e a taxa de água e esgoto teve alta de 0,27%, com aumentos em Recife e Curitiba. Os itens mão de obra para pequenos reparo e empregado doméstico variaram -0,10% e 0,43%, respectivamente.

O grupo de maio peso na composição do índice, Alimentação e Bebidas, teve alta de 0,32%, variando de -0,33% (região metropolitana de Fortaleza) a 0,81% (Campo Grande). Segundo o IBGE, aumento tanto como os alimentos para consumo no domicílio (0,36%) como a alimentação fora (0,26%).

No primeiro caso, destaques para cebola (de 19,55%, em abril, para 32,36% em maio), batata-inglesa (de -4,31% para 17,51%), hortaliças (de 6,46% para 4,15%) e leite longa vida (de 4,94% para 2,65%). Entre as quedas, açúcar cristal (-3,32%), café moído (-2,28%), frutas (-2,08%) e carnes (-0,38%).

Entre os demais grupos, a alta em Saúde e Cuidados Pessoais (0,57%) tem como destaque o item plano de saúde, que subiu 1,06%. Em Artigos de Residência (-0,06%), TV, som e informática recuou 1,55%.

O IBGE passou a incorporar os municípios de Aracaju, Rio Branco e São Luís. Os preços ao consumidor incluíam até então as cidades de Campo Grande e Goiânia e as regiões metropolitanas de Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória, além de Brasília. No mês passado, o maior índice foi apurado em Salvador (1,11%) e o menor, em Brasília (0,15%).

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) variou 0,43%, mais que o dobro de abril (0,21%) e acima de maio do ano passado (0,36%). Está acumulado em 1,12% no ano (menor nível desde 2000) e em 1,76% no período de 12 meses.