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Juros

Novo corte leva Selic a 9,25% ao ano

Foi a sétima redução desde outubro do ano passado. Juro real segue elevado
por Redação RBA publicado 26/07/2017 18h01, última modificação 27/07/2017 09h36
Foi a sétima redução desde outubro do ano passado. Juro real segue elevado
Marcos Santos/USP Imagens
Taxa de juros no Brasil

Pesquisa Focus aponta expectativa de 8% para a Selic até o final deste ano, mantendo-se nesse patamar em 2018

São Paulo – Na sétima redução seguida, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central levou a taxa básica de juros (Selic) a 9,25% ao ano. Desta vez, o corte foi de um ponto percentual, dentro da expectativa dos analistas. Em termos reais, descontada a inflação, os juros no país seguem elevados.

Em outubro do ano passado, quando começou a série de cortes da Selic, a taxa foi a 14%, para uma inflação em 12 meses de 7,87%, conforme o IPCA. Os 9,25% encontram uma expectativa, de acordo com o Boletim Focus, do mesmo BC, de 3,3% para a inflação.

A decisão do encontro do Copom, iniciado ontem e encerrado hoje (26), mais uma vez, foi unânime e sem viés. "O conjunto dos indicadores de atividade econômica divulgados desde a última reunião do Copom permanece compatível com estabilização da economia brasileira no curto prazo e recuperação gradual", afirma o Comitê, em nota. O BC faz referência a um "aumento de incerteza quanto ao ritmo de implementação de reformas", que teria impacto negativo, mas ressalva que "a informação disponível sugere que o impacto dessa queda de confiança na atividade tem sido, até o momento, limitado".

A pesquisa Focus aponta expectativa de 4,2% para a inflação em 2018. Para a Selic, o cenário é de atingir 8% até o final deste ano e manter-se assim no próximo.

Em nota, a Força Sindical diz que os trabalhadores esperavam mais "ousadia" por parte do governo. "A taxa Selic continua extremamente proibitiva, e o Brasil perde outra chance de apostar no setor produtivo devido ao excesso de gradualismo e conservadorismo de quem dirige a economia no País", diz a central, por meio de seu secretário-geral, João Carlos Gonçalves, o Juruna. "A redução desta taxa vai servir muito pouco para alavancar, de uma vez por todas, a combalida economia brasileira. A redução serve apenas como um pequeno alento, mas que necessita ter continuidade e ser mais contundente nas próximas reuniões da equipe econômica."