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E o governo?

Entidades patronais lamentam crise, mas pedem manutenção de reformas

Setor patronal evita criticar diretamente o governo, responsável pela agenda no Congresso, apoiada pelas empresas. "Turbulência não pode frear andamento das reformas estruturais", diz CNI
por Redação RBA publicado 18/05/2017 19h36, última modificação 18/05/2017 19h39
Setor patronal evita criticar diretamente o governo, responsável pela agenda no Congresso, apoiada pelas empresas. "Turbulência não pode frear andamento das reformas estruturais", diz CNI
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São Paulo – Apoiadoras do impeachment, entidades empresariais divulgaram notas durante o dia lamentando a situação de crise política, mas sem questionar o governo e pedindo que as reformas em andamento sejam preservadas. "A turbulência política não pode anular os avanços conquistados nos últimos meses nem frear o andamento das reformas estruturais", diz, por exemplo, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), em nota assinada com as federações estaduais do setor. "Neste momento preocupante da história brasileira, seria compreensível entregar-se ao desalento, mas não podemos desanimar nem sucumbir ao derrotismo."

Para as entidades, o Brasil só voltará a crescer se as mudanças, com forte rejeição em pesquisas de opinião, forem implementadas. "As reformas trabalhista, previdenciária e tributária são essenciais para recolocar a nação no rumo certo e gerar postos de trabalho e renda para os 14 milhões de brasileiros que sofrem o flagelo do desemprego."

"A indústria confia que as instituições e a sociedade encontrarão as soluções para superar essas novas adversidades. O país precisa enfrentar a atual crise política com serenidade e espírito público", prossegue a nota divulgada pela CNI. 

"O sectarismo vigente em nossa sociedade associado a políticas econômicas equivocadas vem trazendo um profundo mal à nação, provocando recessão e desemprego", diz o presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel. "O problema fundamental é político e a solução tem que passar pela política, preservando a democracia e respeitando a Constituição."

Para ele, o país precisa de "paz e estabilidade para produzir, investir e empregar" e precisa encontrar um consenso para recolocar o Brasil na rota da prosperidade. "O nosso setor industrial, certamente e como já vem demonstrando, estará entre os pilares mais relevantes para a retomada do desenvolvimento do Brasil."

O presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da federação estadual do setor (Facesp), Alencar Burti, pediu investigação das denúncias e punição dos responsáveis, mas pedindo também manutenção da agenda no Legislativo, apoiada por todas as entidades empresariais. "É preciso que o Congresso continue a votar as reformas e que as decisões da Justiça restabeleçam a tranquilidade institucional, para que o Brasil supere essa grave crise, resolva seus problemas e volte a crescer", afirmou. "O momento é grave e exige definições urgentes. Os trabalhadores e os empresários não aguentam mais o que os políticos – com honrosas exceções – estão fazendo com o Brasil."

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), informando representar 7.500 empresas, foi sucinta: independentemente do momento atual, "o Poder Legislativo precisa dar continuidade à agenda de reformas, Previdenciária, Trabalhista, Tributária e da medida provisória 774 que trata do PRT – Programa de Recuperação Tributária (Refis)". "O Brasil precisa dessas reformas", acrescenta.

 

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