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Instabilidade

Denúncias deixam mercado 'nervoso'. BC tenta acalmá-lo

Receio é de que governo perca força para aprovar reformas
por Redação RBA publicado 18/05/2017 11h11, última modificação 18/05/2017 11h28
Receio é de que governo perca força para aprovar reformas
bovespa/divulgação
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Mercado financeiro acusa o golpe das denúncias contra o governo de Michel Temer: queda generalizada

São Paulo – "O Banco Central está monitorando o impacto das informações recentemente divulgadas pela imprensa e atuará para manter a plena funcionalidade dos mercados", diz nota divulgada logo no início da manhã de hoje (18), para tentar reduzir a agitação provocada pelas denúncias feitas ontem envolvendo o presidente Michel Temer e outros políticos.

"Esse monitoramento e atuação têm foco no bom funcionamento dos mercados. Não há relação direta e mecânica com a política monetária, que continuará focada nos seus objetivos tradicionais", acrescentou o BC. O Tesouro Nacional também divulgou nota, na qual afirma que "permanece monitorando os impactos decorrentes dos fatos políticos mais recentes".

Um dos principais receios dos chamados "mercados" está na continuidade das reformas apresentadas pelo governo Temer (trabalhista e previdenciária). Mesmo aliados avaliam que o Planalto perde força com as novas denúncias.

Logo cedo, o dólar subia quase 6%, cotado a R$ 3,31. Também se espera queda do movimento na B3 (de Brasil, Bolsa e Balcão, criada em março a partir de união entre a antiga BM&FBovespa e a Cetip, prestadora de serviços financeiros). Ontem (17), o Ibovespa fechou em queda (-1,67%), depois de seis altas seguidas. Empresas brasileiras com papéis negociados fora já sofreram quedas no exterior. Ao cenário turbulento no Brasil, soma-se a crise envolvendo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspeito de intervir em uma investigação federal.

Pela manhã, a bolsa travou as negociações por 30 minutos, ativando o mecanismo de circuit breaker, quando o índice Ibovespa atingiu queda de 10,46%. Após o período, o mercado foi reaberto. É a primeira utilização desse mecanismo desde a eclosão da crise de 2008. Na reabertura, caso as perdas alcancem 15%, uma nova paralisação de uma hora deverá ser realizada. Se as baixas alcançarem 20%, o pregão é suspenso por prazo indeterminado.