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pato que pariu

Petroleiros criticam oportunismo da Fiesp, que lamenta desmonte da indústria

Entidade que foi “a casa do impeachment" agora reconhece desmonte da indústria devido a mudanças na política de conteúdo nacional na exploração de petróleo
por Redação RBA publicado 16/02/2017 15h28, última modificação 17/02/2017 08h40
Entidade que foi “a casa do impeachment" agora reconhece desmonte da indústria devido a mudanças na política de conteúdo nacional na exploração de petróleo
Rovena Rosa/Agência Brasil
Pato da fiesp

Empresariado brasileiro descobre só agora que maior beneficiado pelo golpe foi o capital estrangeiro

São Paulo – A Federação Única dos Petroleiros (FUP) criticou, em nota, o oportunismo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que divulgou estudo nesta semana reconhecendo que as mudanças promovidas pelo governo de Michel Temer nas regras de conteúdo nacional na exploração de petróleo vem trazendo danos à indústria nacional. 

"Lembra daquele bando de patos verde e amarelo que a Fiesp levou pras ruas, exigindo o impeachment sem crime da presidente Dilma? Essa mesma entidade que articulou e apoiou o golpe agora corre atrás do prejuízo para não ter que dividir com os trabalhadores a conta do pato que pariu", diz a FUP.

O estudo revela que que a redução de investimentos e das encomendas da Petrobras causou redução de 14% nos empregos do setor e uma retração de 14,5% na produção, entre 2014 e 2015. Depois do golpe do impeachment, o governo Temer passou a encomendar plataformas e novos equipamentos com empresas estrangeiras, desrespeitando a política de conteúdo local. "As medidas entreguistas do governo Temer impactam diretamente na indústria nacional", afirmam os petroleiros.

O levantamento também aponta a importância da política anterior, já que para cada R$ 1 bilhão de investimento na exploração e produção de petróleo e gás, a produção interna de bens e serviços do setor resulta em R$ 551 milhões para o Produto Interno Bruto (PIB) e 1.532 empregos. 

"É, no mínimo, estranho que o empresariado brasileiro só agora se dê conta de que o maior beneficiado pelo golpe é o capital estrangeiro. As multinacionais, que também apoiaram o golpe, não querem só abocanhar o nosso petróleo, mas toda a sua cadeia produtiva", alerta a FUP.