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Copom faz primeiro corte em quatro anos e reduz taxa de juros para 14%

Decisão, unânime, já era esperada. Comitê do Banco Central destaca atividade econômica fraca e cenário um pouco mais favorável para a inflação, mas aponta "incertezas" relacionadas a ajustes
por Redação RBA publicado 19/10/2016 18h22, última modificação 20/10/2016 17h01
Decisão, unânime, já era esperada. Comitê do Banco Central destaca atividade econômica fraca e cenário um pouco mais favorável para a inflação, mas aponta "incertezas" relacionadas a ajustes
arte rba
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São Paulo – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu reduzir em 0,25 ponto percentual a taxa básica de juros, para 14% ao ano. A decisão, unânime e esperada, foi anunciada no início na noite de hoje (19). É o primeiro corte na Selic desde outubro de 2012.

A taxa estava em 14,25% desde julho do ano passado. Foi mantida nesse nível durante nove reuniões, até a desta semana, a penúltima do ano. A próxima será realizada em 29 e 30 de novembro.

"O Comitê entende que a convergência da inflação para a meta para 2017 e 2018 é compatível com uma flexibilização moderada e gradual das condições monetárias", diz comunicado divulgado logo depois do encerramento da reunião. "O Comitê avaliará o ritmo e a magnitude da flexibilização monetária ao longo do tempo, de modo a garantir a convergência da inflação para a meta de 4,5%."

O Copom destaca ainda a fraca atividade e um cenário pouco mais favorável à inflação. "O conjunto dos indicadores divulgados desde a última reunião do Copom sugere atividade econômica um pouco abaixo do esperado no curto prazo, provavelmente em virtude de oscilações que normalmente ocorrem no atual estágio do ciclo econômico. A evidência disponível é compatível com estabilização recente da economia brasileira e possível retomada gradual da atividade econômica.  A economia segue operando com alto nível de ociosidade", afirma o colegiado. "A inflação mostrou-se mais favorável que o esperado, em parte em decorrência da reversão da alta de preços de alimentos."

Na avaliação do Copom, o cenário externo ainda mostra momento benigno para economias emergentes. Mas persistem "as incertezas sobre o crescimento da economia global e, especialmente, sobre a normalização das condições monetárias" dos Estados Unidos.

Como possíveis dificuldades, o Comitê afirma que "o processo de aprovação e implementação dos ajustes necessários na economia é longo e envolve incertezas". Para o colegiado, "o período prolongado com inflação alta e com expectativas acima da meta ainda pode reforçar mecanismos inerciais e retardar o processo de desinflação".