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'Brasil continuará na liderança mundial dos juros reais', avalia Contraf-CUT

Copom reduziu ontem a taxa básica para 14% ao ano. Segundo confederação dos trabalhadores no setor financeiro, Selic continua em patamares "absurdamente altos"
por Redação RBA publicado 20/10/2016 09h30, última modificação 20/10/2016 12h23
Copom reduziu ontem a taxa básica para 14% ao ano. Segundo confederação dos trabalhadores no setor financeiro, Selic continua em patamares "absurdamente altos"
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Copom decidiu, por unanimidade, reduzir em 0,25 ponto percentual a taxa básica de juros

São Paulo – A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) criticou a baixa redução da taxa básica de juros feita pelo Comitê de Política Monetária (Copom) ontem (19). Segundo o presidente da entidade, Roberto von der Osten, o Brasil continuará na liderança mundial dos juros reais. "É uma redução tímida e ajuda muito pouco na recuperação da economia brasileira, que atravessa uma recessão. Precisaria de uma redução maior para aumentar a confiança dos investidores e para fazer recuar os juros bancários", avaliou.

O Copom decidiu, por unanimidade, reduzir em 0,25 ponto percentual a taxa básica de juros, para 14% ao ano. O Comitê destacou que no âmbito externo, o cenário ainda apresenta interregno benigno para economias emergentes. No entanto, as incertezas sobre o crescimento da economia global e, especialmente, sobre a normalização das condições monetárias nos EUA persistem.

Nos últimos quatro anos, a cada reunião do Copom, a Contraf-CUT tem criticado a elevação ou manutenção da taxa Selic, que segundo a entidade, segue em patamares absurdamente altos.

"Ocupamos o primeiro lugar no mundo considerando a taxa de juros real. O segundo colocado, a Rússia tem taxa de 4,27% ao ano e o terceiro colocado, a Colômbia, tem taxa de 3,61% ao ano. Uma grande virtude da redução é estancar a sangria das contas públicas pelo pagamento menor de juros pelo setor público que drena recursos da sociedade para os bancos, detentores de títulos da dívida interna", afirmou Roberto von der Osten.


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