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Carteira assinada

Mercado formal fecha mais vagas em abril. No ano, quase 400 mil

Apenas administração pública e agricultura criaram empregos no mês passado. Em 12 meses, são 1,8 milhão de postos de trabalho eliminados no país, segundo o Ministério do Trabalho
por Redação RBA publicado 25/05/2016 17h08
Apenas administração pública e agricultura criaram empregos no mês passado. Em 12 meses, são 1,8 milhão de postos de trabalho eliminados no país, segundo o Ministério do Trabalho
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Comércio fechou 30.507 vagas no mês passado

São Paulo – Em mais um resultado negativo, o mercado formal de trabalho fechou 62.844 vagas com carteira assinada em abril (queda de 0,16%), segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado na tarde de hoje (25) pelo Ministério do Trabalho. No ano, são 378.481 postos de trabalho formais eliminados, retração de 0,95% no estoque, que agora é de 39,3 milhões. Em 12 meses, a queda chega a 4,44%, com menos 1.825.609 empregos.

Em abril, apenas a agricultura (8.051, aumento de 0,52%) e a administração pública (2.255, 0,25%) abriram vagas. O comércio fechou 30.507 (-0,34%) e a construção civil, 16.036 (-0,61%). Também eliminaram postos de trabalho a indústria de transformação (15.982, -0,21%) e o setor de serviços (9.937, -0,06%).

O mesmo acontece no acumulado do ano, com 16.122 vagas a mais na administração pública e 4.181 na agricultura. Segundo o Caged, o setor que mais cortou empregos formais foi o comércio (199.181), seguido da indústria (85.886), da construção (57.797) e dos serviços (50.343).

Dos mais de 1,8 milhão de postos de trabalho eliminados em 12 meses, a maior parte vem da indústria, que fechou 663.263 (-8,09%). Outros 449.054 foram dos serviços (-2,56%) e 399.033, da construção (-13,29%, a maior queda percentual). O comércio perdeu 283.677 vagas com carteira (-3,05%) e a administração pública, 10.752 (-1,18%). Apenas a agricultura tem um pequeno saldo, de 2.979 (0,19%).