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Em Davos, Barbosa diz que 'desafio é manter as políticas de redução da desigualdade'

Em um painel no encontro da Suíça, ministro da Fazenda reconhece que país passa por "transição" após queda dos preços das commodities, mas que está se adaptando à nova realidade
por Redação RBA publicado 21/01/2016 16:02, última modificação 21/01/2016 16:09
Em um painel no encontro da Suíça, ministro da Fazenda reconhece que país passa por "transição" após queda dos preços das commodities, mas que está se adaptando à nova realidade
Divulgação/Ministério da Fazenda
Nelson Barbosa

Segundo o ministro, o país está em “uma fase de transição” após o boom das commodities

São Paulo – O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa,  reconheceu hoje (21), em um painel do Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), que o fim da alta cotação mundial das commodities prejudicou a manutenção dos níveis de crescimento da economia do país e que o Brasil vive hoje outra realidade devido a esse fator. Segundo ele, o país está em “uma fase de transição”, se adaptando ao novo momento da economia internacional.

Barbosa participou de painel sobre caminhos para retomar o crescimento da economia internacional. Apesar de reconhecer as dificuldades, ele ressaltou que o Brasil utilizou o momento positivo do boom, que beneficiou principalmente os governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para investir na área social, o que continua sendo uma das metas do governo Dilma Rousseff.

“Reduzir a desigualdade é tão importante quanto aumentar o PIB per capita em economias emergentes e isso requer ação governamental. Mesmo em um cenário econômico mais adverso, o governo tem que atuar para reduzir a desigualdade, e o desafio é manter as políticas de redução da desigualdade”, afirmou Barbosa.

Para o ministro, é possível unir a expansão da produtividade com políticas sociais. “A chave para conseguir isso é ter as instituições certas para distribuir os ganhos de produtividade de uma forma que gere mais oportunidades de emprego e melhor qualificação da força de trabalho.”

Ele também admitiu que “o Brasil tem uma baixa taxa de investimento”, na comparação com outras economias emergentes. “Nossa principal tarefa é aumentar nosso investimento, o que requer não apenas mais estabilidade macroeconômica, mas, especialmente, um papel mais ativo do governo para coordenar os projetos de investimento e incrementar a integração regional”, disse, em referência à América do Sul.

Ontem, o coordenador do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Luis Fernando Ayerbe, disse à RBA que, com as dificuldade da economia brasileira, “cria-se uma ideia de que o Brasil está numa situação que coloca em risco até a região (sul-americana)”. Nessa conjuntura, Barbosa tem a missão de mostrar sua versão aos investidores de que há oportunidades de investimento no Brasil.

Lula participou do evento de Davos já em seu primeiro mês de governo, em janeiro de 2003, e voltou em 2005 e 2007. A presidenta Dilma Rousseff, em seus dois mandatos, representou o Brasil apenas em 2014.  Por isso, ela tem sido criticada pela mídia brasileira por "esnobar" o encontro. Mas, para Ayerbe, “não tem de dar tanta importância" para o encontro de Davos. "Ele é bom para fazer contatos, reuniões informais, mas não é definitivo para nada."

Com informações da Agência Brasil

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