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Cepal prevê queda no PIB da América Latina em 2015 e leve alta em 2016

Para entidade, cenário de incerteza continua, com expectativa de crescimento global "lento" e desaceleração da economia chinesa
por Redação RBA publicado 21/12/2015 16h23, última modificação 21/12/2015 16h28
Para entidade, cenário de incerteza continua, com expectativa de crescimento global "lento" e desaceleração da economia chinesa
Flickr/Rose Davies (cc)
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Relatório destaca preocupação quanto à China, "um dos principais sócios comerciais da região"

São Paulo – A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), órgão das Nações Unidas, diz esperar retração do Produto Interno Bruto (PIB) este ano na região. De acordo com relatório preliminar, a expectativa é de retração de 0,4%, em média. Para o ano que vem, a estimativa é de pequena expansão de 0,2%, com impacto de um "complexo cenário externo", segundo a entidade.

"À incerteza sobre a economia mundial acrescenta-se o baixo crescimento do comércio global (1,5% em 2015 e 2,5% estimado para 2016", diz a Cepal. "Além disso, os preços das matérias-primas que a região exporta se manterão baixos", acrescenta a entidade, citando itens como petróleo e minérios.

Conforme o relatório, a economia mundial provoca efeitos "muitos diferenciados" entre os países da região, o que contribui para acentuar diferenças "em função da orientação produtiva e comercial" de cada um. Enquanto a Cepal espera crescimento de 4,3% na América Central (ou 3%, se incluído o México), para a América do Sul se prevê queda de 0,8%, com retração de 2% no Brasil e de 7% na Venezuela. Esses dois países também registram queda na economia este ano, de 3,5% e 7,1%, respectivamente.

"É necessário retomar o crescimento e reverter o ciclo contracionista do investimento em um contexto de lenta recuperação mundial e queda no comércio", afirma a secretária-executiva da Cepal, Alicia Bárcena.

Para a entidade, espera-se continuidade do cenário de incerteza e de volatilidade. A expectativa é de que o crescimento global se mantenha lento (em torno de 2,9%), enquanto persiste a preocupação quanto à China, "um dos principais sócios comerciais da região".