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Varejo

Venda no comércio cai em maio, com queda em móveis e eletrodomésticos

Setor de supermercados também influenciou resultado. IBGE destaca redução do poder de compra e menor ritmo do crédito
por Redação RBA publicado 14/07/2015 09h52, última modificação 14/07/2015 11h18
Setor de supermercados também influenciou resultado. IBGE destaca redução do poder de compra e menor ritmo do crédito
Marcos Santos/USP Imagens
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Comércio: em relação a maio do ano passado, vendas caíram 4,5%, enquanto a receita aumentou 1,9%

São Paulo – As vendas no comércio varejista caíram 0,9% de abril para maio, no quarto resultado negativo seguido, de acordo com o IBGE, que divulgou hoje (14) os dados de sua pesquisa mensal. Na mesma base de comparação, a receita nominal ficou estável. Em relação a maio do ano passado, o volume caiu 4,5%, enquanto a receita aumentou 1,9%. No acumulado deste ano, o volume cai 2% e a receita sobe 4,1%. Em 12 meses, as variações são -0,5% e 5,7%, respectivamente.

Em maio, sete das dez atividades pesquisadas tiveram taxas negativas, segundo o instituto. Foram os casos, entre outros de combustíveis e lubrificantes (-0,1%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,4%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,1%). Tiveram resultado positivo as atividades de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (5,5%), tecidos, vestuário e calçados (2,7%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,7%).

Já na comparação com maio de 2014, de oito atividades, cinco registraram variação negativa, com destaque para móveis e eletrodomésticos (-18,5%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,1%) e tecidos, vestuário e calçados (-7,7%). O segmento de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos fechou com alta de 1,8%.

Segundo o IBGE, a atividade de móveis e eletrodomésticos, com queda de 18,5%, representou o maior impacto negativo na taxa. "Este desempenho reflete não só à redução da massa de rendimento e o menor ritmo de crescimento do crédito, mas também o fraco desempenho das vendas em comemoração ao Dia das Mães na comparação maio 2015/maio 2014. O efeito base é reforçado devido ao aumento das vendas de televisores motivado pela Copa do Mundo", informa o instituto. As vendas caem 10,9% no acumulado do ano e 6,1% em 12 meses.

A segunda maior contribuição negativa foi de hipermercados. "Este desempenho negativo foi influenciado pelo menor poder de compra da população e, também, pelo fato do mês de maio de 2015 contar com um dia útil a menos, em comparação com o mesmo período do ano anterior", diz o IBGE.

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