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Levy prevê que publicação de balanço marcará nova etapa na reconstrução da Petrobras

Ministro falou a investidores e agentes do mercado na Cúpula das Américas de Política Monetária, promovida pela agência de notícias Bloomberg, em Nova York
por Redação RBA publicado 20/04/2015 17h35, última modificação 20/04/2015 17h59
Ministro falou a investidores e agentes do mercado na Cúpula das Américas de Política Monetária, promovida pela agência de notícias Bloomberg, em Nova York
Marcelo Camargo/Abr
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Levy: "Brasil reúne condições de alcançar a meta de superávit primário de 1,2% do PIB em 2015"

São Paulo – O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse hoje (20) esperar que a publicação dos balanços da Petrobras, prevista para os próximos dias, "marcará mais uma etapa na reconstrução" da estatal. Segundo Levy, a expectativa é positiva também pelo fato de que o Conselho de Administração da companhia deverá ter mais profissionais da iniciativa privada e menos indicações políticas.

O ministro participou da  Cúpula das Américas de Política Monetária, promovida pela agência de notícias Bloomberg, em Nova York. Ele disse que o excesso de preocupação com a Petrobras tem aspectos positivos, mas ressaltou que a empresa sofre transformações não apenas por problemas internos, mas também em decorrência da queda nos preços do petróleo no mercado internacional, o que afeta a economia mundial.

Levy procurou desfazer previsões pessimistas sobre as contas brasileiras, e afirmou que o Brasil reúne condições de alcançar a meta de superávit primário de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015.

De acordo com a disposição de cortar gastos públicos, Levy defendeu ainda que os investimentos em infraestrutura sejam provenientes principalmente do setor privado, via mercado de capitais, por exemplo, e menos do BNDES. E disse que é preciso atrair capital externo para a infraestrutura brasileira.

"Supostas informações"

Em nota divulgada ontem (19), a Petrobras rebateu informações dos jornais O Globo e Folha de S. Paulo, as quais “insinuam” que a companhia "blindou roubalheira da SBM", em referência à companhia holandesa que supostamente teria negócios com a petroleira do Brasil. “A companhia reitera que tomou conhecimento das denúncias de supostos pagamentos de suborno pela SBM Offshore (SBM) a empregado ou ex-empregado da companhia, em notícia publicada pelo jornal Valor Econômico, de fevereiro de 2014”, diz a Petrobras. “Diante de tal informação, a companhia criou uma comissão interna de apuração para averiguar a veracidade dos fatos expostos na reportagem.”

De acordo com a nota, em março de 2014 a comissão interna concluiu os trabalhos “sem ter encontrado fatos ou documentos que evidenciassem qualquer pagamento indevido”. “A CGU realizou auditoria em todos os processos de contratação com a SBM. Cabe ressaltar que, em 2 de abril de 2014, a própria SBM informou publicamente que também não havia encontrado qualquer evidência de pagamentos impróprios.”

A Petrobras diz ainda que o delator Pedro Barusco, ex-gerente de Serviços da estatal,
“já assumiu no termo de delação premiada que recebeu valores indevidos de Júlio Faerman, representante da SBM no Brasil”. Na nota, declara ainda que continua a apurar indícios de “atos impróprios por parte de empregados ou ex-empregados da Companhia e a colaborar com o CGU, MPF, Polícia Federal e TCU”.

Na quinta-feira, a Petrobras divulgou nota sobre o “grande número de supostas informações, tais como metodologias, cálculos e valores acerca das demonstrações contábeis do terceiro trimestre de 2014 e das demonstrações contábeis anuais da Petrobras que vêm sendo veiculadas na imprensa”.

“A Petrobras afirma que não são legítimas outras estimativas que não sejam aquelas divulgadas pela própria companhia através de comunicados e fatos relevantes ao mercado.” A companhia disse na nota que as demonstrações contábeis serão divulgadas nesta quarta-feira (22).

Descobertas

Segundo a Petrobras, foi descoberta uma nova acumulação de óleo e gás na Bacia do Amazonas, durante a perfuração de um poço. “Os primeiros testes realizados no poço comprovaram a presença de óleo leve (de 47° API) e de gás em reservatórios arenosos, que se distribuem no intervalo entre as profundidades de 1.350 e 1.900 metros.” A estatal brasileira é a operadora da concessão (60%), em parceria com a Petrogal Brasil (40%).

A companhia informou também que foi descoberto petróleo na bacia do Espírito Santo. Segundo a estatal, os reservatórios estão localizados a 711 metros de profundidade e a perfuração do poço foi finalizada em 1.312 metros. A Petrobras é operadora e detém 100% do bloco exploratório do Espírito Santo.

Com agências