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Emprego formal mantém ritmo menor, mas melhora em setembro

Saldo do governo Dilma deverá fechar perto de 6 milhões de vagas com carteira, relativamente próximo ao obtido no governo Lula e sete vezes maior do que o do período FHC
por Redação RBA publicado 15/10/2014 16:22
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Saldo do governo Dilma deverá fechar perto de 6 milhões de vagas com carteira, relativamente próximo ao obtido no governo Lula e sete vezes maior do que o do período FHC
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Das quase 600 mil vagas no ano, o crescimento foi puxado, basicamente, por serviços (536.533)

São Paulo – A criação de empregos com carteira assinada segue em ritmo menor, mas aumentou de agosto para setembro. O saldo no mês passado foi de 123.785 postos de trabalho formais, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Para setembro, é o resultado mais fraco desde 2001 (80.028), mas o pior da série disponível é de 1998, no governo FHC, quando foram eliminadas 23.202 vagas com carteira. O MTE afirma que os dados mostram "um desempenho do mercado de trabalho formal mais favorável, comparativamente aos últimos quatro meses".

O saldo de setembro é resultado de 1.770.429 admissões e o de demissões, 1.646.644, o segundo maior da série para o mês. No acumulado de 2014, o emprego formal cresce 2,23%, o equivalente a 904.913 postos de trabalho. Em 12 meses, a alta é de 1,46%, com saldo de 569.363 vagas formais. Desde o início do governo Dilma, em janeiro de 2011, foram criados 5.784.991 empregos, um indicador de que o total da atual gestão deverá ficar próximo de 6 milhões, resultado superior ao do primeiro mandato de Lula (4,6 milhões), abaixo do segundo mandato (6,6 milhões) e 7,5 vezes maior que o saldo dos oito anos do governo FHC (pouco menos de 800 mil).

Apenas em setembro, a maior parte das vagas veio do setor de serviços (62.378), crescimento de 0,36%. O comércio criou 36.409 (0,4%) e a indústria de transformação, 24.837 (0,3%). Foram abertos 8.437 na construção civil (0,26%) e fechados 8.876 na agropecuária (-0,53%). A administração pública ficou estável, com 614 vagas (0,07%).

Das quase 600 mil vagas no ano, o crescimento foi puxado, basicamente, por serviços (536.533). O comércio abriu 206.697 vagas formais e a administração publica, 10.243. A indústria de transformação (-117.087), a construção civil (-18.602) e a agropecuária (-29.118) fecharam postos de trabalho.

De janeiro a setembro, os salários de admissão tiveram aumento real (acima da inflação) de 1,26% e passaram para R$ 1.180,36.

 


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