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Economia

À Câmara, Mantega volta a explicar que inflação do 1º trimestre é sazonal

Em apresentação a comissões, ministro da Fazenda reafirma que taxa ficará abaixo do teto da meta
por Redação RBA publicado 29/04/2014 13h23, última modificação 29/04/2014 13h27
Em apresentação a comissões, ministro da Fazenda reafirma que taxa ficará abaixo do teto da meta
guido

ministro apresenta primeira palestra do seminário Brasil Novo, no Congresso Nacional, e minimiza alta da inflação

São Paulo – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, participou na manhã de hoje (29) do seminário Brasil Novo, na Câmara dos Deputados, em Brasília, organizado pelas comissões de Finanças e Tributação, Constituição e Justiça, Desenvolvimento Econômico, e Código Comercial. Lá, o ministro expôs as projeções do governo para o crescimento do país, a previsão de investimento para os próximos anos e, mais uma vez, como tem feito desde que assumiu o posto, em 2006, explicou que a alta da inflação no primeiro trimestre do ano é sazonal e ocorre todos os anos, motivada pela entressafra dos alimentos e por eventuais excesso de chuvas, como ocorreu na região Norte do país, ou estiagens, como a que está atingindo o Sudeste em 2014.

"Este ano, tivemos uma pressão adicional por causa da falta de chuvas. Isso afetou alguns hortifrutigranjeiros, mas não vai prejudicar a safra. A boa notícia é que já estamos na descendente dessa pressão inflacionária. Em maio e junho, a inflação estará num patamar bem mais baixo do que agora", afirmou Mantega. "O aumento da inflação é deletério para os trabalhadores. O governo tem empenho total em impedir que ela ultrapasse o teto da meta. Temos cumprido à risca os limites da meta e assim continuaremos", destacou, antes de relembrar que, há 10 anos, o Brasil não extrapola a meta de inflação.

A meta estabelecida pelo Banco Central para 2014 é de 4,5% em 12 meses, com margem de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo. Atualmente, no acumulado entre março deste ano e março do ano passado, a inflação está em 6,19%.

Entre outros fenômenos externos que influenciam a inflação, Mantega citou a desvalorização do câmbio causado pela enxurrada de dólares lançados no mercado pelas economias desenvolvidas desde 2008 como forma de combater os efeitos da crise econômica mundial. De acordo com Mantega, o custo elevado dos importados é responsável, por si só, por 0,5 ponto percentual do índice acumulado da inflação, mas esse processo está sendo revertido: nos últimos três meses, o Real cresceu 8% e foi a moeda que mais se valorizou no mundo, reduzindo a distância para o dólar.

A apresentação do ministro Guido Mantega, na íntegra, pode ser vista neste link.