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Assembleia chega a acordo para reestruturar BID e apoiar setor privado

por EFE publicado 30/03/2014 21h39, última modificação 30/03/2014 21h41

Costa do Sauípe – A 55ª Assembleia Anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) terminou hoje (30) na Costa do Sauípe, na Bahia, com um acordo dos 48 países-membros do organismo para apoiar o financiamento do setor privado por um "janela" especializado.

Os sócios do BID chegaram também a "um consenso" para limitar a dois os mandatos do presidente do organismo, segundo informaram fontes oficiais após a conclusão da assembleia.

Após dois dias de debates, os ministros e representantes dos membros do BID terminaram seus trabalhos na Costa do Sauípe com a aprovação de um compromisso para que a Corporação Interamericana de Investimentos (CII), um dos braços financeiros do BID, especialize-se nos empréstimos ao setor privado.

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, mostrou-se satisfeita com os resultados e disse que o acordo significa reformar essa janela do setor privado e sua capitalização para que se transforme em um mecanismo mais eficaz.

O acordo representa "dar o primeiro passo na separação entre as ações do setor privado e do setor público no BID", declarou a ministra, que ontem assumiu a presidência da Assembleia de Governadores do BID e da CII.

"Hoje se decidiu a forma como se fará esse processo. A assembleia estabeleceu os passos que o comitê 'ad-hoc' tem que dar para que na próxima assembleia possa ser aprovado em detalhe essa decisão, a capitalização necessária para dar viabilidade à decisão", acrescentou.

Miriam Belchior lembrou que a Corporação Interamericana de Investimentos há muito tempo assumiu parte das ações dirigidas ao setor privado, mas existem outras três "janelas" para financiar as empresas, que agora se integrarão em uma só.

Além disso, Miriam assegurou que existe um "consenso" sobre a proposta de que o mandato do presidente do BID "se limite a dois períodos consecutivos".

"Essa ainda não é uma decisão mas sim uma inclinação muito forte do conjunto dos governadores", afirmou a ministra.

Miriam explicou que as regras de eleição do presidente serão definidas em um comitê que tem prazo até 30 de outubro para entregar sua proposta.