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Mercado de trabalho

Taxa de desemprego segue estável em abril e tem menor índice da série histórica para o mês

Rendimento médio não variou em relação a março e cresceu na comparação anual
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 23/05/2013 10h05, última modificação 23/05/2013 12h03
Rendimento médio não variou em relação a março e cresceu na comparação anual

 

São Paulo – A taxa média de desemprego em abril foi estimada em 5,8% nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE. O resultado aponta estabilidade tanto em relação ao mês anterior (5,7%) como na comparação com abril do ano passado (6%). A exemplo do que ocorreu em março, foi o menor índice para o mês na série histórica da pesquisa, iniciada em 2002. A renda também ficou estável em abril e cresceu na comparação anual.

O instituto calculou em 1,414 milhão o total de desempregados nas seis regiões, sem variação significativa tanto em relação a março (1,373 milhão) como a abril de 2012 (1,462 milhão). O total de ocupados atingiu 22,906 milhões, igualmente sem variações consideradas significativas. O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado praticamente não se alterou no mês (0,1%) e cresceu 3,1% sobre abril do ano passado – o correspondente a um acréscimo de 342 mil postos de trabalho.

Os trabalhadores com carteira representam exatamente 50% dos ocupados, segundo o IBGE. Enquanto esse contingente cresceu 3,1% em 12 meses, o número de sem carteira caiu 5,8%.

O rendimento médio foi estimado em R$ 1.862,40, com leve retração (-0,2%) ante março e com alta de 1,6% na comparação anual. A massa de rendimentos (R$ 43 bilhões) não variou no mês e cresceu 2,4% em 12 meses.

De março para abril, o IBGE não detectou variação em nenhuma região pesquisada. Em relação a abril de 2012, houve recuo no Rio de Janeiro (de 5,6% para 4,8%) e em Belo Horizonte (de 5% para 4,2%), com estabilidade nas demais. A taxa foi de 6,7% em São Paulo, 4% em Porto Alegre, 6,4% em Recife e 7,7% em Salvador.

Ainda em 12 meses, a construção civil eliminou 104 mil vagas (-5,5%) e os serviços domésticos, 128 mil (-8,4%). O grupo educação, saúde e administração pública abriu 230 mil vagas, alta de 6,3%. A indústria ficou praticamente estável (-0,3%, o correspondente a menos 11 mil postos de trabalho) e o comércio cresceu 2,5%, com acréscimo de 105 mil empregos.