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Petrobras é gigante, tem solidez e não vive crise, diz pesquisador

por Sarah Fernandes, da RBA publicado 21/03/2013 11h26, última modificação 21/03/2013 11h44

São Paulo – Ao contrário do que tem sido divulgado pela imprensa tradicional, a Petrobras não vive uma crise, principalmente porque mantém paridade com os preços internacionais. A avaliação é do assessor da diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Waldyr Luiz Ribeiro Gallo, que concedeu uma entrevista à Rádio Brasil Atual.

“Ela é a maior empresa do Brasil. Estamos falando de um gigante, com uma solidez muito grande. Não é uma empresa que tenha fragilidades estruturais”, afimou Gallo, que é professor do departamento de Energia da Faculdade de Energia Mecânica da Unicamp. “Não estamos praticando políticas de subsídio, nas quais se tem pouco controle. Hoje se faz na Petrobras uma política de preços que é bastante razoável, na minha visão”. 

Com base nos dados de 2012, o Brasil pode ser considerado autossuficiente na produção de petróleo. No ano passado, o país importou 113 milhões barris e exportou 200 milhões. O motivo de tantas trocas comerciais, segundo o especialista, é o tipo do petróleo extraído no país. “Ele é muito grosso, e como as refinarias brasileiras têm dificuldade de refiná-lo, compram um petróleo mais leve para misturar e diluí-lo”. 

Sobre o petróleo abaixo da camada do pré-sal, que é leve, a expectativa é que a extração entre em ritmo acelerado a partir de 2017, dez anos depois da sua descoberta, pois o processo exige investimentos pesados e aprimoramento tecnológico. “No momento já existe produção, mas é pequena. Se os resultados comprovarem o que os testes apontam, não será preciso mais importar petróleo e o Brasil se tornará um exportador”, disse Gallo.

Outras fontes de energia

De acordo com o especialista, Brasil deve ter cautela na produção de biodiesel, por ele ser mais caro que o comum. “Não se pode ir aumentando o volume de biodiesel no diesel, senão encarece o produto, que é responsável pelo transporte do grosso das cargas no país”.

Sobre o etanol, ele avalia que a produção não acompanhou crescimento da frota e ainda registrou queda nos últimos dois anos, devido principalmente à renovação dos canaviais e à falta de investimentos. “Qualquer que seja o combustível é preciso que pessoas façam um consumo consciente e eficiente, e que a gente caminhe para reduzi-lo, porque todo combustível quando é usado emite poluentes.”

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