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Para ministério, Caged de fevereiro pode ser sinal de reação do mercado

Saldo foi de 123 mil vagas com carteira assinada foi o menor para o mês de 2009, mas segundo o governo esse resultado está mais próximo da média. Em 12 meses, foram abertos 1,1 milhão de empregos formais. Em todo o governo Dilma, foram 3,7 milhões
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 20/03/2013 15h20, última modificação 20/03/2013 19h04
Saldo foi de 123 mil vagas com carteira assinada foi o menor para o mês de 2009, mas segundo o governo esse resultado está mais próximo da média. Em 12 meses, foram abertos 1,1 milhão de empregos formais. Em todo o governo Dilma, foram 3,7 milhões

São Paulo – O mercado formal criou 123.446 postos de trabalho em fevereiro, expansão de 0,31% em relação ao estoque do mês anterior, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), atualizado hoje (20) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Foi o desempenho mais fraco para o mês desde 2009 (9.179 vagas abertas), mas o MTE afirma que o resultado, “comparativamente aos obtidos nos últimos meses, apresenta-se mais próximo da média, o que pode estar assinalando uma reação do mercado de trabalho”. O novo ministro, Manoel Dias, que toma posse formalmente amanhã, às 16h, afirmou que a expansão pode indicar um cenário positivo em 2013. "Mas ainda é cedo para fazermos especulações", acrescentou.

Os números mostram criação 170.619 vagas com carteira assinada no ano (0,43%) e 1.116.340 em 12 meses (2,89%). Desde janeiro de 2011, início do atual governo, o saldo atinge 3.739.625 de empregos com carteira, um crescimento de 8,49% sobre o estoque – que agora chega a 39,7 milhões.

O setor de serviços é apontado pelo MTE como exemplo dessa possível reação. “Após revelar um desempenho bastante tímido ao longo do ano de 2012 e início de 2013, apresentou um crescimento acima da média do setor.” O saldo foi de 82.061 vagas em fevereiro, expansão de 0,51%. “A indústria de transformação e o setor da construção civil continuaram obtendo resultados acima da média”, acrescenta o ministério. A indústria abriu 33.466 postos de trabalho (0,41%), com crescimento em 11 dos 12 segmentos, e a construção, 16.636 (0,50%). A administração pública teve a maior alta percentual (1,42%), com saldo de 12.364 empregos formais.

Entre os demais setores, o comércio fechou 10.414 vagas (-0,12%) e a agricultura, 9.776 (-0,62%). Segundo o MTE, a queda deve-se a "movimento negativos e positivos em seus ramos de atividade". Apenas a área de cultivo de laranja, por exemplo, fechou 10.591 postos de trabalho, enquanto a cana-de-açúcar em São Paulo abriu 5.717.

O saldo de fevereiro é resultado de 1.774.411 contratações, o segundo maior volume para o mês, e 1.650.965 demissões, maior número para o período.