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Comportamento tímido do mercado de trabalho é comum neste período, afirmam técnicos

Alguns indicadores divulgados nas últimas semanas são positivos, mas cenário ainda é incerto
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 27/03/2013 13h23, última modificação 27/03/2013 14h07
Alguns indicadores divulgados nas últimas semanas são positivos, mas cenário ainda é incerto

Entre os setores, no comércio a ocupação subiu 2,6% em 12 meses, com 98 mil contratações (Foto: Tânia Rêgo. Arquivo Agência Brasil)

São Paulo – Os resultados tímidos do mercado de trabalho neste início de ano são comuns para o período e não são vistos como motivo de preocupação, observam os técnicos do Dieese e da Fundação Seade. Segundo o coordenador de análise do Seade, Alexandre Loloian, este é um momento de “formação de expectativas”, em que normalmente não se contrata.

A taxa média de desemprego nas sete áreas pesquisadas chegou a 10,4% em fevereiro, acima de igual mês do ano passado (10,1%) e praticamente estável ante 2011 (10,5%). Na comparação mensal, houve diminuição da população economicamente ativa (PEA) – ou seja, menos pessoas no mercado de trabalho. Em 12 meses, a PEA cresceu 1,3%, com acréscimo de 287 mil pessoas. Na mesma base de comparação, a ocupação cresceu 0,9%, com 179 mil vagas a mais. Como o número de empregos criados foi inferior à variação da PEA, o total de desempregados aumentou (4,9%) – são 108 mil a mais.

O crescimento da ocupação em 12 meses mostra enfraquecimento do mercado de trabalho. Em 2012, houve alta de maio a agosto, até atingir variação de 2,3%. Caiu nos três últimos meses, e em fevereiro a variação foi de 0,9%. Loloian observa que há indícios de recuperação, embora o cenário geral ainda seja de incerteza. No estado de São Paulo, por exemplo, o PIB mensal, calculado pelo Seade, subiu 2,3% de dezembro para janeiro.

O emprego formal segue com tendência ascendente, embora também em ritmo menor. Em 12 meses, a contratação com carteira assinada subiu 4%, com 395 mil vagas a mais. Em fevereiro do ano passado, a expansão chegava a 7%.

Entre os setores, a indústria de transformação registra queda de 0,5% no emprego em 12 meses, com 16 mil ocupados a menos. A construção civil (com queda no mês) cresce 1,3%, um acréscimo de 25 mil pessoas – as altas chegaram a 6,4% na região metropolitana de Belo Horizonte, 4,3% em Fortaleza, 8,3% em Porto Alegre, 2,4% no Distrito Federal e 2,1% em Recife, com queda de 7,3% em Salvador e estabilidade (0,3%) em São Paulo. A ocupação subiu 2,6% no comércio (98 mil a mais) e 0,7% nos serviços (74 mil).

Na região metropolitana de São Paulo, um indicador positivo refere-se ao tempo médio de busca por emprego, que caiu de 54 semanas, um ano atrás, para 27 semanas.