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IPCA tem maior taxa mensal em quase oito anos, e acumulado volta a superar 6%

Segundo o IBGE, preços dos alimentos subiram 1,99% e responderam por 56% da taxa de janeiro. Índice foi o maior para esse mês desde 2003. Principal impacto individual veio do aumento do cigarro
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 07/02/2013 09h00, última modificação 07/02/2013 12h28
Segundo o IBGE, preços dos alimentos subiram 1,99% e responderam por 56% da taxa de janeiro. Índice foi o maior para esse mês desde 2003. Principal impacto individual veio do aumento do cigarro

São Paulo – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve variação de 0,86% em janeiro, informou hoje (7) o IBGE. É a maior taxa desde abril de 2005 (0,87%) e também a mais elevada para meses de janeiro desde 2003 (2,25%). Com o resultado, a taxa acumulada em 12 meses subiu para 6,15%, ante 5,84% nos 12 meses imediatamente anteriores.

Segundo o instituto, os preços dos alimentos continuaram em alta, que chegou a 1,99% em janeiro, ante 1,03% no mês. O impacto foi de 0,48 ponto percentual. Assim, os alimentos responderam por 56% do IPCA no primeiro mês do ano.

"Vários produtos tiveram a oferta reduzida em função do clima, ocasiando fortes aumentos de preços", diz o IBGE. Entre as altas, estão as do tomate (26,15%), batata-inglesa (20,58%), cebola (14,25%), hortaliças (10,86%) e cenoura (9,83%).

No grupo despesas pessoais (alta de 1,55%), o item cigarro representou o principal impacto individual: 0,09 ponto percentual do IPCA. O produto teve aumento no IPI e registrou elevação de 10,11%. O item empregados domésticos passou de 0,82%, em dezembro, para 0,58%.

As despesas com habitação recuaram 0,20% em janeiro (ante aumento de 0,63% em dezembro), mas alguns itens tiveram elevação, casos do aluguel residencial (1,56%), do condomínio (1,18%) e da mão de obra para pequenos reparos na residência (0,70%). "As contas de energia elétrica ficaram 3,91% mais baratas, refletindo parte da redução de 18% no valor das tarifas em vigor a partir de 24 de janeiro", informa o IBGE. Com isso, esse item teve impacto de -0,13 ponto na composição do IPCA.

O preço do automóvel novo aumentou 1,41%, sendo o terceiro item de mairo impacto individual no mês (0,05 ponto). "Com 3,22% de participação no orçamento das famílias, os preços dos automóveis novos refletiram o início da redução do desconto no IPI, tendo em vista a recomposição da taxa", diz o instituto. O grupo transportes teve a mesma variação de dezembro (0,75%), com influência da alta das tarifas dos ônibus intermunicipais (2,84%). As passagens aéreas também subiram, mas com menos intensidade em relação a dezembro: 5,15%, ante 17,12%.

A região metropolitana de Belém registrou a maior taxa (1,06%), com alta de 2,93% nos alimentos. O menor índice foi apurado em Brasília (0,46%), com quedas de 1,42% nas passagens aéreas e de 3,06% nos ônibus interestaduais. O IPCA subiu 0,99% em São Paulo, 0,87% em Porto Alegre e 0,73% tanto em Belo Horizonte como no Rio de Janeiro.

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,92% em janeiro, a maior em dois anos. Agora, a taxa acumulada em 12 meses chega a 6,63%, ante 6,20% nos 12 meses imediatamente anteriores.