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Cesta básica mantém ritmo de alta e sobe em todas as capitais pesquisadas

Em quatro cidades, elevação superou os 10% em janeiro. Segundo o Dieese, salário mínimo necessário deveria ser de R$ 2.674,88, quase quatro vezes o valor oficial
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 06/02/2013 15h56, última modificação 06/02/2013 16h13
Em quatro cidades, elevação superou os 10% em janeiro. Segundo o Dieese, salário mínimo necessário deveria ser de R$ 2.674,88, quase quatro vezes o valor oficial

São Paulo – No primeiro mês do ano, os preços da cesta básica seguiram a tendência observada em 2012 e subiram em todas as 18 capitais pesquisadas pelo Dieese. As três maiores altas foram registradas em capitais do Nordeste: Salvador (17,85%), Aracaju (13,59%) e Natal (12,48%). Brasília também registrou elevação acima de dois dígitos (11,30%). As menores altas foram apuradas em Fortaleza (2,19%), Belo Horizonte (3,06%) e Belém (3,29%).

Em São Paulo, onde o aumento foi de 4,43%, o Dieese registrou o maior valor (R$ 318,40). Em seguida, vêm Vitória (R$ 315,38), Porto Alegre (R$ 309,33) e Florianópolis (R$ 309,21). Com base na preço da cesta paulistana, o instituto calculou em R$ 2.674,88 o salário mínimo necessário para uma família adquirir os gêneros essenciais. Isso equivale a 3,95 vezes o mínimo oficial (R$ 678) – essa proporção era de 4,12 em dezembro e de 3,86 vezes em janeiro do ano passado. Os menores valores da cesta são também da região Nordeste: Aracaju (R$ 231,80), João Pessoa (R$ 252,13) e Recife (R$ 257,43).

No período de 12 meses, os preços da cesta aumentaram em todas as capitais (neste caso, 17, porque os dados de Campos Grande foram incluídos apenas em novembro). As maiores variações foram apuradas em Natal (26,18%), Salvador (24,95%) e Aracaju (23,38%) e as menores, em Curitiba (11,47%), São Paulo (11,51%) e Belo Horizonte e Rio de Janeiro (ambas com 11,83%).

Em janeiro, o preço do tomate subiu nas 18 capitais, com altas de 104,93% em Aracaju, 87,97% em Vitória e 75,96% em Natal. “Os preços do tomate sofrem fortes oscilações devido às variações climáticas, como o excesso de chuva que tem prejudicado a produção. Soma-se a isso, um aumento da demanda no final do ano e início deste”, diz o Dieese.

 A farinha subiu em 17 cidades, com altas de 66,67% em Salvador, 36,5% em Natal e 35,38% em João Pessoa. Os preços da farinha de mandioca vêm sendo pressionados pela quebra na produção devido à seca nas principais regiões produtoras”, informa o instituto.

 Já o feijão aumentou em 16 municípios. As maiores elevações foram registradas em Salvador (20,8%), Natal (17,97%) e Florianópolis (13,66%).