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Ambulantes debatem inclusão do setor nos projetos da Copa do Mundo

por Redação da RBA publicado 25/02/2013 12h09, última modificação 25/02/2013 12h20

São Paulo – Vendedores ambulantes de sete das cidades que sediarão jogos da Copa do Mundo de 2014 estiveram reunidos na semana passada na sede do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região para debater as dificuldades que enfrentam no exercício de suas atividades e definir ações conjuntas que organizem os trabalhadores do setor pelo país. A reportagem é da Rádio Brasil Atual.

A expectativa do encontro foi estabelecer uma aliança nacional da categoria, com vista a uma criação de uma política nacional para o setor. "O país cresce e é preciso colocar o vendedor ambulante nas discussões da agenda econômica do país, disse Gustavo Amaral Junior, dirigente do Sindicatos dos Ambulantes e da Economia Informal, de São Paulo.

Para Juliano Fripp, da Associação Feira Rua da Praia, do Rio Grande do Sul, as autoridades das futuras sedes da Copa praticam uma política "higienista", tendo os camelôs como um dos principais alvos. "Tiraram todo mundo da rua, botaram num espaço que foi privatizado em função de que estão querendo mostrar uma cidade de mentira."

Por sua vez, Maria de Lourdes do Carmo, do Movimento Unido dos Camelôs do Rio de Janeiro, destaca que os trabalhadores do setor ainda sofrem pela falta de organização. "Muitos de nós trabalham com a Guarda Municipal batendo e tomando a mercadoria e a gente não consegue a mercadoria de volta. Não temos organização nenhuma de camelôs, a não ser aquelas associações que só tomam dinheiro da gente."

Desde 2007, entidades e associações que lutam pelos direitos dos trabalhadores ambulantes do país trocam experiências com a federação internacional, criada em 2002 na África do Sul, que tem como objetivo a promoção e a proteção dos direitos do setor em todo o mundo.

 

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