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Presidente do Santander encontra Dilma, volta a negar venda e promete investir

Emilio Botín afirma que vai liberar R$ 5 bilhões para financiamento de projetos, mas restam dúvidas sobre a possibilidade de venda para o Bradesco
por Redação da RBA publicado 22/01/2013 18h12, última modificação 22/01/2013 18h34
Emilio Botín afirma que vai liberar R$ 5 bilhões para financiamento de projetos, mas restam dúvidas sobre a possibilidade de venda para o Bradesco

Assim como fez em outras ocasiões, Botín prometeu investimentos e manutenção das operações no Brasil (Foto: Roberto Stuckert Filho. Arquivo Planalto)

São Paulo – O presidente mundial do Santander, Emilio Botín, negou hoje (22) que exista a possibilidade de que as operações no Brasil sejam negociadas com o Bradesco, como voltou a ser especulado neste começo de ano. “Para o Santander, o Brasil é o país mais importante do mundo”, disse, repetindo o tom utilizado durante a passagem pelo país em janeiro e em junho do ano passado, quando também se encontrou com Dilma Rousseff no Palácio do Planalto em meio a rumores de que venderia os ativos no país.

A versão de Botín é recebida com ceticismo. Em parte porque não é a primeira vez que se aventa a possibilidade, o que mexe com os humores do mercado financeiro, provocando um sobe e desce de ações que pode ser interessante para alguns grupos de especuladores. Além disso, o banco demitiu em massa em dezembro do ano passado. O Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal tenta mediar a situação entre as entidades de representação dos trabalhadores e os diretores do Santander. Apenas na segunda-feira, a pedido da procuradora Ana Cristina Tostes Ribeiro, foram encaminhadas explicações para as 1.280 dispensas sem justa causa. 

Assim como fez em 2011, antes das demissões, Botín não apenas prometeu manter as operações no Brasil como garantiu que fará novos investimentos. No total, ele informou que vai liberar mais R$ 5 bilhões para o financiamento de projetos de longo prazo em infraestrutura, um desejo do governo para garantir o crescimento da economia. 

“Estou convencido que este ano 2013 vai ser melhor que o ano passado e o que pensa o Santander é que a economia vai crescer uns 3%. Estou muito otimista quanto ao avanço do Brasil, porque é um grande país, é o numero 7 do mundo, esperamos que seja o cinco logo. O Santander está investindo muito dinheiro aqui, não só em bancos, como universidades”, afirmou. Segundo o presidente do Santander, além de novos escritórios, agências e caixas eletrônicos, será construído um centro de dados em Campinas, no interior paulista, até 2014, em um investimento que somará R$ 3 bilhões.

A reunião com Botín é mais uma da série que Dilma vem realizando este ano com empresários e representantes do setor financeiro. A presidenta já teve encontros com os presidentes do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, e do Itaú Unibanco, Roberto Setubal. Nas reuniões ela vem cobrando a atuação no financiamento de longo prazo, hoje dependente do poder público.