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Preços da cesta básica tiveram alta generalizada em 2012

Segundo o Dieese, cinco produtos aumentaram em todas as capitais pesquisadas: arroz, feijão, óleo de soja, manteiga e café
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 07/01/2013 12h02, última modificação 07/01/2013 13h34
Segundo o Dieese, cinco produtos aumentaram em todas as capitais pesquisadas: arroz, feijão, óleo de soja, manteiga e café

São Paulo – Os preços da cesta básica tiveram alta generalizada, em 2012, nas 17 capitais pesquisadas pelo Dieese, segundo levantamento divulgado hoje (7). Em nove cidades, a elevação foi acima de 10%, com destaque para três municípios da região Nordeste: Fortaleza (17,46%), João Pessoa (16,47%) e Recife (15,26%). Na cidade mais populosa do país, São Paulo, a cesta aumentou 9,96%. O instituto apurou ainda altas de 11,32% em Brasília, 10,18% em Belo Horizonte, 7,20% no Rio de Janeiro e 6,32% em Porto Alegre. A capital gaúcha teve a segunda menor variação, à frente de Vitória (5,63%). Cinco produtos subiram em todas as cidades: arroz, feijão, óleo de soja, manteiga e café.

Apenas em dezembro, de 18 capitais (o Dieese passou a calcular os preços também em Campo Grande), a cesta básica aumentou em 15, atingindo 10,61% em Goiânia, 3,58% no Rio e 3,41% em Brasília. As três capitais com queda no último mês do ano foram Natal (-2,75%), Vitória (-1,50%) e Aracaju (-0,76%).

O maior valor da cesta continuou sendo o de São Paulo: R$ 304,90. Em seguida, vieram Porto Alegre (R$ 294,37), Vitória (R$ 290,89) e Belo Horizonte (R$ 290,88). Os menores valores foram os de Aracaju (R$ 204,06), Salvador (R$ 227,12) e João Pessoa (R$ 237,85).

Com base no preço da cesta básica em São Paulo, o Dieese calculou em R$ 2.561,47 o salário mínimo necessário para os gastos básicos de uma família. Esse valor corresponde a 4,12 o salário mínimo em vigor até dezembro (R$ 622). Essa proporção era de 4,04 vezes em novembro e de 4,27 em dezembro de 2011.

No último mês de 2012, a jornada média de trabalho necessária para um trabalhador que ganha salário mínimo adquirir os alimentos essenciais foi de 93 horas e 54 minutos, ante 92 horas e 10 minutos em novembro e 97 horas e 22 minutos em dezembro do ano anterior.

O Dieese apurou altas “bastante expressivas” do arroz nas 17 capitais pesquisadas. As principais variações foram registradas em Belém (69,01%), Natal (46,41%) e Aracaju (46,22%). “O preço do arroz sofreu impacto, principalmente, da redução da área plantada, o que ocasionou diminuição da oferta do produto no mercado interno”, diz o instituto.

Já o feijão teve todas as altas acima de 20% no ano passado. Chegaram a 46,64% em Belém, a 44,27% no Rio e 43,33% em Aracaju. “Assim como no caso do arroz, a oferta do produto também sofreu revezes devido a adversidades climáticas no momento do plantio, resultando em queda de produtividade média das lavouras.”

O óleo de soja, segundo o Dieese, sofreu influência do aumento de preços no mercado internacional e da redução da safra nacional. Os principais aumentos foram registrados em São Paulo (27,44%), Vitória (27,05%) e Porto Alegre (26,81%).

No caso da manteiga, as maiores variações foram as de Brasília (21,96%), Salvador (18,31%) e Florianópolis (17,93%). E o café teve as principais altas em Vitória (30,04%), Brasília (26,77%) e Belém (19,45%).