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Ata do Copom aponta riscos para inflação e atividade doméstica menos intensa

por Daniel Lima, da Agência Brasil publicado 24/01/2013 12h44, última modificação 24/01/2013 12h45

Brasília – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu por unanimidade manter a taxa básica de juros em 7,25% ao ano porque entendeu que os riscos para a inflação apresentaram, entre outras coisas, piora no curto prazo e que a recuperação da atividade doméstica foi menos intensa do que o esperado. A informação está na ata da reunião do comitê realizada na semana passada.

O Copom, no entanto, ressalta que “o cenário central contempla ritmo de atividade doméstica mais intenso neste ano e riscos limitados, mas que recentemente se intensificaram, de descompasso, em segmentos específicos, entre as taxas de crescimento da oferta e da demanda”.

Para os técnicos do BC, existe uma estreita margem de ociosidade no mercado de trabalho, apesar dos sinais de moderação, e pondera que, em tais circunstâncias, um risco significativo reside na possibilidade de concessão de aumentos de salários incompatíveis com o crescimento da produtividade e suas repercussões negativas sobre a dinâmica da inflação.

No entanto, na avaliação do BC, o nível de utilização da capacidade instalada se encontra abaixo da tendência de longo prazo, ou seja, está contribuindo para a conter pressões de preços.

O BC informou ainda que a mediana das projeções coletadas para a variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2013 elevou-se de 5,4% para 5,53%. Para 2014, a mediana das projeções de inflação manteve-se estável em 5,5%. O cenário de referência leva em conta as hipóteses de manutenção da taxa de câmbio em R$ 2,05 e da taxa Selic em 7,25% ao ano.

Na última segunda-feira (21), analistas e investidores do mercado financeiro, no entanto, reduziram mais uma vez a estimativa de crescimento da economia e elevaram a projeção da inflação em 2013. De acordo com o boletim Focus, que indica as expectativas do mercado financeiro, a nova projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos as riquezas do país, caiu de 3,2% para 3,19%. Por outro lado, a estimativa para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi elevada de 5,53% para 5,65% este ano.

 

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