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Montadoras estimam alta nas vendas e queda na produção em 2012

por Flávia Albuquerque, da Agência Brasil publicado 07/12/2012 17h37, última modificação 07/12/2012 17h55

São Paulo – O setor de automóveis deve fechar o ano com crescimento de 4,9% na vendas e queda de 1,5% na produção, de acordo com estimativa apresentada pelo presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini. De acordo com balanço mensal da entidade, a venda de veículos novos caiu 8,7% em novembro, na comparação com outubro, ao passar de 341.644 unidades para 311.722.

Na comparação com novembro do ano passado, houve queda de 3%, mas no acumulado do ano houve elevação de 4,8% nas vendas. De janeiro a novembro, foram comercializadas 3.442.716 unidades contra 3.284.833 no mesmo período do ano passado. Segundo os dados, a produção também caiu em novembro, ao passar de 318.701 para 301.679 unidades (-5,3%). Com relação a novembro de 2011, o setor registrou aumento de 10,5%. Já no acumulado do ano, houve queda de 2,1%, com 3.083.253 unidades ante as 3.148.838 produzidas de janeiro a novembro de 2011.

Mesmo com o registro de queda, Belini considerou que os números foram bons, porque o ano começou com resultados negativos. "Havia expectativa de números melhores para novembro e o resultado espantou o setor. Mas as pessoas não estão levando em conta que novembro teve menos dias do que outubro, então, na média, novembro foi tão bom quanto o mês anterior", considerou.

Com relação às exportações, houve queda de 12,6% em novembro, com 36.536 unidades comercializadas no mercado exterior, enquanto em outubro esse número chegou a 41.797. Na comparação com novembro de 2011, a queda foi de 34,5%. No acumulado do ano, a retração foi de 20,2%. De janeiro a novembro deste ano, foram 400.881 unidades vendidas para outros países contra 502.279 no mesmo período do ano passado.

Já para 2013, Belini estimou que as vendas fiquem entre 3,5% e 4,5%. A produção deve ter elevação de 4,5% e as exportações devem continuar em queda (-4,6%). "Esse crescimento está baseada no PIB [Produto Interno Bruto], na mobilidade social, na expansão do crédito, na mobilidade social, na melhoria da renda. Temos que trabalhar para chegar a esses números positivos, mas tudo vai depender da economia brasileira".

Belini completou que o efeito da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), benefício que deve ser finalizado em dezembro, influencia nas vendas, porém os efeitos da economia em expansão são mais importantes. “Ou seja,  quando todos os setores crescem, podem compensar o efeito, e principalmente mantendo juros baixos como temos, há espaço para que as prestações caibam no bolso do consumidor”.